Estrangeiros começaram a deixar a Faixa de Gaza nesta quarta-feira (1º), marcando um momento significativo desde o início do conflito entre Israel e o Hamas. A saída foi possível graças a um acordo mediado pelo Catar, envolvendo Israel, Egito e o Hamas.
Essa retirada está ocorrendo pela passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, que é a única rota terrestre em Gaza que não conduz a Israel e que permaneceu fechada durante todo o conflito.
Segundo o embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeas, nenhum brasileiro estava na primeira lista de quase 500 pessoas autorizadas a sair. No entanto, ele está trabalhando para incluir brasileiros nos grupos subsequentes.
Atualmente, não há informações sobre a duração da abertura da passagem ou se todos os estrangeiros autorizados atravessarão o corredor em um único comboio nesta quarta-feira.
Nessa primeira lista, cidadãos da Austrália, Áustria, Bulgária, Finlândia, Indonésia, Jordânia, Japão e República Tcheca receberam autorização para deixar a Faixa de Gaza. Além disso, a lista inclui membros da Cruz Vermelha e de algumas organizações não governamentais, de acordo com Candeas.
O governo brasileiro está pressionando pela saída de seus cidadãos da região, embora no comunicado oficial do Itamaraty, não esteja prevista a saída de brasileiros da Faixa de Gaza hoje.


