Um porta-voz do Hamas anunciou na sexta-feira que o grupo terrorista havia libertado duas mulheres que estavam entre os 203 reféns mantidos pelo grupo. O governo de Israel confirmou as libertações, que representam as primeiras desde o início do conflito entre o Hamas e os israelenses.
De acordo com o porta-voz do Al-Qassam, o braço armado do grupo terrorista, as reféns libertadas são mãe e filha, ambas cidadãs dos Estados Unidos.

As duas reféns libertadas foram identificadas como Judith e Natalia Raanan, oriundas de Chicago. Elas estavam visitando parentes no kibutz de Nahal Oz, em Israel, quando foram sequestradas e levadas para Gaza.
A Meia-Lua Vermelha Palestina anunciou que recebeu as duas reféns, enquanto o governo de Israel afirmou que elas foram encaminhadas para uma base militar israelense. Sua libertação ocorreu após negociações com autoridades do governo do Catar, conforme relatado pelo grupo terrorista.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, emitiu uma declaração em que expressou o apoio do governo americano às duas reféns libertadas durante seu processo de recuperação.
O governo de Israel informou que tem informações indicando que a maioria das pessoas feitas reféns pelo Hamas está viva.
Anteriormente, um relatório da rede britânica BBC indicou que o Hamas havia oferecido liberar parte dos reféns em troca de um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza.
Os reféns foram sequestrados por terroristas durante um ataque do grupo no sul de Israel em 7 de outubro, no qual indivíduos armados tiraram a vida de 1.402 pessoas em solo israelense.
A maioria dos reféns é composta por cidadãos israelenses, mas, de acordo com as Forças Armadas de Israel, também há cidadãos dos Estados Unidos, Reino Unido, Ucrânia, Itália e Brasil entre os reféns.
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) do Brasil afirmou que não recebeu comunicação sobre a presença de brasileiros entre os sequestrados.


