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há 2 anos

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Crise em Gaza: 203 reféns, 100 caminhões de ajuda, e 2 milhões de necessitados

Esforços para levar assistência à Faixa de Gaza se intensificam

Imagens de satélite recentes revelaram uma cena de esperança e desafios na região da Faixa de Gaza, com cerca de 100 caminhões repletos de ajuda humanitária aguardando permissão para cruzar a passagem de Rafah, no lado egípcio. A ONU antecipa que esses veículos receberão a autorização necessária para entrar na Faixa de Gaza no sábado.

Essa notícia vem após um bloqueio inicial imposto por Israel, que incluía restrições severas à entrada de água, alimentos, eletricidade e combustível em Gaza. No entanto, a pressão da comunidade internacional e um encontro crucial entre o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, resultaram na autorização para o envio de ajuda humanitária para o território palestino.

Sebraetec

Na quarta-feira, a Presidência egípcia anunciou a coordenação de esforços com os Estados Unidos e organizações humanitárias internacionais, sob a supervisão da ONU, para garantir que a ajuda chegue à Faixa de Gaza.

Um comunicado emitido pelo gabinete de Netanyahu afirmou que alimentos, água e medicamentos não seriam impedidos de entrar em Gaza, desde que esses suprimentos não cheguem às mãos do grupo governante na Faixa de Gaza, o Hamas. No entanto, o comunicado não mencionou a questão crítica do fornecimento de combustível, essencial para manter geradores de hospitais locais, ambulâncias e usinas de dessalinização em funcionamento.

O diretor geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou a importância crucial do fornecimento de combustível, enfatizando que ele é vital para manter geradores hospitalares operacionais, garantir a mobilidade de ambulâncias e manter o funcionamento das usinas de dessalinização.

Desde o ataque massivo realizado pelo grupo terrorista Hamas contra Israel em 7 de outubro, que resultou na morte de centenas de pessoas, Israel impôs um bloqueio total à Faixa de Gaza, interrompendo a entrada de água, comida, combustível e eletricidade. Isso levou a uma rápida deterioração das condições de vida para os mais de 2,3 milhões de palestinos que habitam a região.

Marwan Jilani, diretor geral da organização Crescente Vermelho para a Palestina (equivalente à Cruz Vermelha em países islâmicos), enfatizou que o direito humanitário internacional proíbe claramente o uso de ajuda, alimentos ou água como instrumentos de guerra com objetivos políticos ou militares.

Para a ONU, a situação em Gaza é descrita como desastrosa, com a falta de eletricidade desde o dia 11 de outubro, crescente insegurança alimentar e o sistema de saúde à beira do colapso. Agências da ONU emitiram alertas de que a região possui suprimentos de alimentos para menos de uma semana, e a usina de dessalinização de água em Gaza foi desligada, aumentando o risco de mais mortes devido à escassez de água, desidratação e doenças relacionadas à ingestão de água contaminada. ( com inf. do G1)

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