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Mundo

há 2 anos

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Sem recursos para recomeçar, brasileiros desistem de deixar Gaza

As dificuldades financeiras que levam à escolha de permanecer em meio aos conflitos

A Embaixada do Brasil na Palestina confirmou nesta terça-feira (18), que mais dois brasileiros optaram por não deixar a Faixa de Gaza e decidiram permanecer no território palestino em vez de se unirem ao grupo de repatriados que está retornando ao Brasil. Isso ocorre em meio aos conflitos contínuos entre Israel e o grupo extremista Hamas. Além disso, uma família composta por seis pessoas também decidiu não cruzar a fronteira com o Egito e permanecer na Palestina.

A equipe da GloboNews teve a oportunidade de entrevistar um desses grupos, que consiste em um casal e quatro filhos, com idades entre 11 e 18 anos. Embora todos tenham cidadania brasileira, a família palestina que reside em Rafah, no sul de Gaza, manifestou preocupações financeiras em relação à repatriação. O pai, Mohammad Farahat, que é o único membro da família sem cidadania brasileira, explicou que a decisão foi motivada pelo fato de o apoio financeiro do Brasil cobrir apenas o custo da passagem de volta ao país. Se eles fossem repatriados, teriam que arcar com os demais custos por conta própria, o que os preocupa.

Farahat afirmou: "Não há ajuda financeira disponível. Pedi ao embaixador Alessandro Candeas, representante do Brasil na Palestina, que tentasse ajudar a cobrir os custos de acomodação no Brasil, bem como os custos de retorno a Gaza, porque Gaza, assim como a Palestina, é nossa casa. Assim que a situação se normalizar, precisamos voltar para casa." O embaixador explicou que a representação diplomática está explorando opções de acomodação em São Paulo e está trabalhando nesse problema. Farahat acrescentou que, se receberem uma resposta positiva, poderão reconsiderar sua decisão e se juntar ao grupo que está viajando de volta ao Brasil.

Enquanto isso, a família está se abrigando na casa de parentes, fazendo o possível para se proteger dos bombardeios incessantes. Farahat destacou que, no momento, as pessoas na região estão priorizando a segurança e o abrigo, com as necessidades básicas, como comida e água, sendo consideradas posteriormente.

Até agora, uma lista de repatriação inclui 26 pessoas, das quais 17 são brasileiros, sete são palestinos com Carteira de Registro Nacional Migratório (RNM) e dois são palestinos alojados em casas nas cidades de Khan Younes e Rafah. A maioria do grupo é composta por crianças e mulheres. Eles estão aguardando a liberação da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, para serem transportados a um aeroporto e retornarem ao Brasil.

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