O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, expressou sua preocupação com o veto dos Estados Unidos a uma proposta brasileira no Conselho de Segurança da ONU, que buscava abordar a situação de conflito entre Israel e o grupo Hamas. A proposta incluía a criação de um corredor humanitário para retirar civis da zona de conflito.
O Ministro Vieira explicou que a proposta brasileira estava focada na cessação das hostilidades e no aspecto humanitário do conflito, buscando estabelecer um corredor humanitário e a possibilidade de envio de ajuda humanitária. No entanto, a resolução foi vetada, evidenciando uma divisão de opiniões entre os membros do Conselho de Segurança.
Vieira enfatizou que o Brasil fez esforços consideráveis para promover o fim das hostilidades e reduzir as perdas humanas. Além disso, expressou a preocupação do país com a situação humanitária na região e o desejo de prestar assistência às populações afetadas, incluindo os brasileiros na Faixa de Gaza.
A proposta brasileira foi elaborada em resposta a uma solicitação da maioria dos membros do Conselho de Segurança, enquanto o Brasil presidia o conselho durante o mês de outubro.
Além das questões diplomáticas, o Brasil também se envolveu em uma significativa operação de repatriação de seus cidadãos na região em conflito. Esta operação, conduzida em cooperação com a Força Aérea Brasileira, foi descrita como a maior operação de resgate de brasileiros em zonas de conflito, excluindo os transportes de brasileiros motivados pela pandemia.
A operação de repatriação envolveu o retorno seguro de mais de 1.100 brasileiros que estavam na região, com planos de repatriar outros em voos subsequentes. Ainda há cerca de 150 brasileiros em Israel aguardando a oportunidade de retornar ao Brasil.
No entanto, a operação enfrentou desafios adicionais, uma vez que cerca de 30 brasileiros estavam retidos ao sul da Faixa de Gaza, buscando ingressar no território egípcio. O Ministro Vieira explicou que, devido às limitações geográficas, a única fronteira possível para esses brasileiros é entre a Faixa de Gaza e a Península do Sinai, no Egito.
No entanto, a abertura dessa passagem humanitária depende de uma série de fatores, envolvendo as autoridades de Israel, Gaza e do Egito. Apesar dos esforços para estabelecer o corredor humanitário, até o momento, a passagem ordenada de civis e ajuda humanitária não foi alcançada.
O Brasil continua a trabalhar ativamente para garantir a segurança de seus cidadãos na região e buscar soluções humanitárias para a crise em andamento.


