O Ministério da Saúde de Gaza atribuiu o ataque a Israel, enquanto o país acusou a Jihad Islâmica de ser a responsável pela ação. A Jihad Islâmica é outro grupo armado que atua em Gaza.
A seguir, estão as manifestações de condenação ao bombardeio, organizadas em ordem alfabética:
Arábia Saudita - O Ministério das Relações Exteriores do país classificou o ataque como um "crime hediondo israelense."
Autoridade Nacional Palestina - O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, declarou um luto oficial de três dias nos territórios palestinos (a Faixa de Gaza e a Cisjordânia) em memória das vítimas do hospital bombardeado. O porta-voz de Abbas denunciou o ataque como um "genocídio" e uma "catástrofe humanitária."
Canadá - O primeiro-ministro Justin Trudeau expressou seu horror e indignação, chamando os relatos vindos de Gaza após o ataque ao hospital de "devastadores" e "inaceitáveis."
Catar - O Ministério de Relações Exteriores do país condenou o bombardeio e demonstrou preocupação com a escalada dos alvos israelenses. O comunicado oficial destacou a perigosa extensão dos ataques israelenses na Faixa de Gaza, incluindo hospitais, escolas e outras áreas civis.
Egito - O governo local definiu o bombardeio como "uma violação perigosa do Direito Internacional Humanitário."
Emirados Árabes Unidos - O país emitiu uma declaração exigindo que Israel "respeite o direito humanitário."
Irã - O governo iraniano classificou o bombardeio como um "crime de guerra selvagem," conforme relatado pela agência de notícias estatal do Irã.
Turquia - O presidente Tayyip Erdogan descreveu o ataque ao hospital de Gaza como "o exemplo mais recente de ataques que carecem dos valores humanos mais básicos." O ministro turco das Relações Exteriores também repudiou o que chamou de "ataque bárbaro."
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, condenou veementemente o bombardeio do Hospital Al Ahli Arab em sua plataforma de mídia social. Ele enfatizou a importância de que hospitais e instalações de saúde civis sejam preservados durante conflitos, destacando que ataques a essas instituições constituem crimes de guerra.
O direito humanitário internacional proíbe ataques a hospitais e instalações de saúde civis durante conflitos, com base na Convenção de Genebra de 1949. O artigo 18, Título II da IV Convenção estipula que cada hospital civil deve ser devidamente certificado como centro de saúde civil. Essas instalações também devem ser claramente identificadas, frequentemente por meio de emblemas como a cruz vermelha ou o crescente vermelho, para garantir sua proteção. Israel é um dos Estados signatários das Convenções de Genebra desde julho de 1951, comprometendo-se a respeitar esses princípios. ( Com inf do Globo News)


