O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, refutou a existência de um acordo de trégua temporária em Gaza, destinado a permitir a retirada de estrangeiros da região. Esta negação veio em contraste com as informações anteriores divulgadas pela agência Reuters, com base em fontes de segurança egípcias, que alegavam que Egito, Israel e Estados Unidos haviam chegado a um entendimento sobre o cessar-fogo e a reabertura da fronteira em Rafah.
Segundo o comunicado do gabinete de Netanyahu, "atualmente, não há trégua e ajuda humanitária em Gaza em troca da retirada de estrangeiros." O Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza, também se manifestou, declarando que não tinha recebido nenhuma informação do Egito sobre o plano de abrir a fronteira.
De acordo com as informações iniciais da Reuters, o acordo de cessar-fogo coincidiria com a reabertura da passagem na fronteira de Rafah, no sul de Gaza, com a Península do Sinai, no Egito. Os três países envolvidos haviam concordado em manter a fronteira egípcia com Rafah aberta até as 17h no horário local. Esse acordo permitiria a saída de cidadãos estrangeiros de Gaza e a chegada de ajuda humanitária ao território palestino.
Contudo, até o momento, a fronteira permaneceu fechada após o horário previsto. A Embaixada dos Estados Unidos de Israel ainda não se manifestou sobre o assunto.
A situação tem gerado preocupação, principalmente para um grupo de 19 brasileiros que se encontra na cidade palestina de Rafah, ao sul da Faixa de Gaza. A Embaixada do Brasil na Palestina alocou esse grupo em uma casa alugada na região e planeja buscar essas pessoas de avião no território egípcio. O avião, de uso da Presidência da República do Brasil, aguarda autorização para voar de Roma para o Egito. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, conversou por telefone com o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sissi, solicitando a abertura da fronteira e ajuda para a retirada dos brasileiros.
A operação "Voltando em Paz" já resgatou centenas de brasileiros que estavam em Israel e pediram assistência para deixar o país, que está em conflito com o grupo terrorista Hamas. Até o momento, vários voos de retorno foram realizados com sucesso, permitindo que cidadãos brasileiros deixassem a região em segurança.


