Um homem de 49 anos perdeu a vida após um acidente durante um salto de paraquedas em Boituva, interior de São Paulo. A vítima foi identificada como Humberto Siqueira Nogueira, e, apesar dos esforços dos socorristas, não resistiu aos ferimentos.
O acidente aconteceu na Avenida Mario Pedro Vercellino, no final da tarde de quarta-feira, 11, quando Humberto realizava o pouso após o salto. A cidade de Boituva é conhecida por seu histórico de tradição no esporte, abrigando o Centro Nacional de Paraquedismo (CNP).
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) confirmou que a Polícia Civil de Boituva abriu um inquérito policial para investigar as circunstâncias da morte do paraquedista. Além disso, equipes de perícia foram enviadas ao local do acidente para auxiliar nas investigações em curso. A SSP-SP afirmou que "diligências prosseguem visando à elucidação dos fatos".
Humberto Nogueira, natural de Goiânia, era um empresário do ramo da construção civil e um entusiasta de esportes radicais, incluindo paraquedismo, alpinismo, snowboard, kitesurfe e várias outras atividades. Suas aventuras eram frequentemente compartilhadas nas redes sociais, onde ele documentava suas experiências em diferentes locais do Brasil e do mundo.
A Confederação Brasileira de Paraquedismo expressou sua homenagem ao empresário nas redes sociais, escrevendo: "Fly free (voe livre), Humberto Nogueira. Força à família e à nação paraquedista."
Este não é o primeiro incidente fatal relacionado ao paraquedismo em Boituva. No ano passado, a cidade viu uma série de tragédias envolvendo saltos de paraquedas, incluindo a morte de Andrius Jamaico Pantaleão, que caiu sobre o telhado de uma casa. Essas ocorrências levaram à suspensão temporária do Centro Nacional de Paraquedismo, devido a preocupações com a segurança pública. A suspensão foi posteriormente revertida por meio de uma liminar emitida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, embora continue gerando polêmicas em relação à segurança das operações de paraquedismo na região.


