Yahya Sinwar, o chefe do Hamas em Gaza, é uma figura central no conflito em andamento entre o grupo palestino e Israel. Ele é conhecido por seu papel de liderança e seu passado envolvido em atos de terrorismo.
Sinwar é considerado o número dois na hierarquia do Hamas e o principal líder do grupo na Faixa de Gaza. Ele foi eleito para esse cargo em votações secretas e tem governado o território palestino há seis anos. O chefe político do Hamas, Ismael Haniyeh, está baseado no Catar.
Ele é responsável pelo planejamento da chamada Operação Dilúvio de Al-Aqsa, que envolveu a infiltração de centenas de terroristas armados em território israelense. Esse ataque resultou na morte de pelo menos 1.000 pessoas, a maioria delas civis, além do sequestro de 130 reféns.
Sinwar tem uma história conturbada com Israel. Ele passou 23 anos em prisões israelenses, onde cumpriu quatro penas de prisão perpétua, devido ao seu envolvimento na morte de dois soldados israelenses e de quatro palestinos considerados espiões de Israel. No entanto, em 2011, ele foi libertado junto com mais de mil prisioneiros palestinos em troca do soldado israelense Gilad Shalit, que havia sido sequestrado pelo Hamas cinco anos antes.
Aos 61 anos, Sinwar fala e escreve hebraico fluentemente. Durante seu tempo na prisão, ele dedicou-se ao estudo do inimigo israelense. Em 2018, durante negociações de um cessar-fogo com Israel, ele escreveu uma mensagem em hebraico ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu com apenas duas palavras: "risco calculado". Isso resultou em um acordo para permitir a entrada de ajuda financeira do Catar em Gaza em troca de uma trégua frágil com o Hamas.
Sinwar é conhecido por suas previsões e afirma que um confronto aberto em Israel em 2023 é iminente. Ele também criticou a gestão do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e expressou a necessidade de revitalizar a resistência na Cisjordânia.
Embora Israel tenha alvejado a casa e o gabinete de Sinwar no início dos bombardeios recentes em Gaza, ele conseguiu evitar ser atingido. Sinwar geralmente se esconde em bunkers fortificados e raramente aparece em público.
A liderança de Yahya Sinwar no Hamas desempenha um papel significativo no atual conflito, e seu passado como prisioneiro de Israel e sua capacidade de se esquivar dos ataques israelenses o tornam uma figura central na complexa dinâmica da região.


