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há 2 anos

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Desespero e sobrevivência: Brasileiros enfrentam terror em festival atacado pelo Hamas

Relatos angustiantes de momentos de pânico no universo paralello em Israel

O festival de música eletrônica "Universo Paralello", criado por Juraez Petrillo, pai do famoso DJ Alok, tornou-se palco de uma tragédia inimaginável no último sábado (7), quando foi alvo de um ataque surpresa pelo grupo extremista armado Hamas. O evento, que tinha origem brasileira e aconteceu a apenas 30 minutos da Faixa de Gaza, testemunhou momentos de terror que abalaram a comunidade brasileira no local.

Petrillo estava presente no festival e chegou a registrar em vídeo o momento em que homens do Hamas interromperam a festa. Em meio à cena caótica, ele descreveu: "Gente, o que é isso, mano. Parou a festa por causa de foguete... Olha as bombas. Bombando, mano." Petrillo conseguiu escapar do local com a ajuda da produção israelense.

Sebraetec

Entre os desaparecidos no evento estão as cariocas Bruna Valeanu e Karla Stelzer Mendes, além do gaúcho Ranani Glazer. Os relatos de brasileiros presentes no festival descrevem momentos de pânico durante o ataque.

O ataque ao festival foi parte de uma série de eventos violentos desencadeados pelo Hamas, que invadiu Israel a partir da Faixa de Gaza. Esse ato terrorista resultou na morte de centenas de pessoas e no sequestro de mais de 100 como reféns. Israel respondeu declarando guerra ao Hamas e lançando ataques com mísseis contra o território palestino.

Jogador de futvôlei, Nathan Obadia, que estava no evento, descreveu o ataque como "um inferno" e relatou ter ouvido mais de 300 tiros. Ele destacou que já haviam ocorrido festas próximas à Faixa de Gaza sem incidentes anteriores.

Nathan e seus amigos conseguiram escapar do ataque, mas o carro em que estavam foi alvejado. Soldados israelenses, que patrulhavam a região, foram responsáveis por resgatá-los.

Rafael Birman, outro brasileiro presente, enviou um áudio de despedida à mãe enquanto estava sob fogo cruzado. Ele explicou que os militares israelenses entraram em ação, atirando contra os terroristas, o que permitiu que ele e seus amigos sobrevivessem.

Rafael Zimerman, que se refugiou em um bunker durante o ataque, relatou as horas angustiantes que passou enquanto estava sob ataque de granadas e gás. Ele teve marcas de estilhaços nas costas e descreveu o momento como um evento que interrompeu a celebração da vida.

O ataque ao Universo Paralello trouxe à tona a brutal realidade da região e as consequências devastadoras do conflito entre Israel e o Hamas, impactando a vida de jovens que estavam simplesmente celebrando em uma festa. ( informações do G1)

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