O governo israelense está buscando a ajuda do Egito, que atua como principal mediador entre os palestinos e Israel, para negociar a libertação de cidadãos israelenses que foram raptados em meio ao recente e preocupante conflito na região. As autoridades egípcias têm estado em contato com israelenses e palestinos desde sábado à noite, na tentativa de encerrar a escalada de violência que tem assolado a área.
O número exato de reféns levados para Gaza ainda está sendo contabilizado pelas Forças de Defesa de Israel. Um porta-voz militar internacional afirmou à CNN que "dezenas" de israelenses foram raptados pelo grupo Hamas, que lançou ataques sem precedentes no sábado, incluindo incursões em diversas localidades no sul de Israel, massacres de civis e militares, bem como a captura de reféns.
A situação se tornou ainda mais angustiante com a divulgação de vídeos que mostram pelo menos quatro civis mortos enquanto estavam sob custódia do Hamas, a poucos metros de onde militantes armados os escoltavam perto da fronteira de Gaza. A CNN geolocalizou esses vídeos, que revelam combatentes armados e corpos no chão. A análise das imagens indicou que os corpos seriam de indivíduos escoltados por militantes fortemente armados. O destino de um quinto refém permanece incerto.
Cidades e assentamentos próximos à fronteira com Gaza, como Be'eri, Ofakim, Sderot, Yad Mordechai, Kfar Aza, Yated e Kissufim, foram os primeiros alvos dos combatentes do Hamas quando lançaram a onda de assassinatos e tomada de reféns coordenada e sem precedentes no sábado.
Até o momento, mais de 700 israelenses foram mortos, provocando uma série de ataques aéreos retaliatórios e levando Israel a declarar formalmente o estado de guerra no domingo. Do outro lado, mais de 400 palestinos, incluindo 78 crianças, perderam suas vidas de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza. A situação médica tem sido agravada devido ao corte de energia por parte de Israel no território.
O Hamas anunciou ter feito mais de 100 israelenses reféns, incluindo oficiais de alto escalão do Exército. Acredita-se que eles estejam em Gaza, mas seus destinos são desconhecidos. Além disso, outro grupo armado palestino, a Jihad Islâmica, afirmou manter pelo menos 30 reféns em Gaza, embora as afirmações não tenham sido verificadas pela CNN. As autoridades israelenses reconhecem que dezenas de seus cidadãos estão detidos como reféns em Gaza, mas ainda não confirmaram números exatos. Além dos reféns israelenses, acredita-se que cidadãos de outras nacionalidades também tenham sido capturados neste conflito em curso.


