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há 2 anos

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Entenda o conflito Israel-Hamas: História e atualidade

Violência escalada e centenas de mortes em mais um capítulo de um conflito duradouro

O conflito entre Israel e o grupo Hamas, que adentrou seu segundo dia neste domingo (8), revela um impasse complexo enraizado em décadas de tensões e disputas territoriais no Oriente Médio. Com mais de 70 anos de história marcada por confrontos armados e tragédias humanas, o cenário atual se desenha com uma escalada preocupante de violência que já resultou em mais de 500 mortes confirmadas em Israel e na Faixa de Gaza, além de milhares de feridos.

Para compreender a dinâmica desse conflito, é essencial considerar três grupos principais envolvidos:

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Israelenses: São cidadãos do Estado de Israel, que foi estabelecido no final da década de 1940, após a aceitação da proposta das Nações Unidas de criar dois Estados na Palestina: um judeu e um árabe. O objetivo era cumprir a promessa de fornecer um território seguro para os judeus após os horrores do Holocausto.

Palestinos: Este grupo é composto por árabes étnicos, principalmente muçulmanos, que historicamente habitaram a região entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo. A maioria dos palestinos vivia nesta área antes da criação de Israel e continua a fazê-lo, embora muitos tenham sido deslocados para territórios vizinhos, como a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, após a fundação do Estado de Israel.

Hamas: O Hamas é um grupo radical considerado como terrorista por alguns países, incluindo os Estados Unidos e o Reino Unido. Este grupo islâmico armado ganhou força desde 2006 e assumiu o controle da Faixa de Gaza, onde vivem cerca de 2 milhões de palestinos. O Hamas defende a extinção do Estado de Israel, mas é importante ressaltar que nem todos os palestinos são membros do grupo.

Ao longo dos anos, vários esforços da comunidade internacional foram feitos para buscar uma solução pacífica para a região, incluindo a criação de um Estado palestino que coexistiria em paz com Israel. No entanto, os conflitos persistiram, proporcionando ao Hamas um ambiente propício para ganhar força.

No sábado (7), o Hamas anunciou o início de uma grande operação para retomar territórios, lançando mais de 5 mil foguetes em direção a Israel a partir da Faixa de Gaza. As sirenes de alerta foram ouvidas em várias partes de Israel, incluindo cidades importantes como Tel Aviv e Jerusalém. Os ataques resultaram em danos significativos a edifícios e veículos em várias regiões de Israel.

Além dos ataques aéreos, homens armados do Hamas também invadiram o território israelita na região sul do país, causando temores e relatos de moradores israelenses sendo feitos reféns na Faixa de Gaza.

Em resposta, o primeiro-ministro israelense convocou uma reunião de emergência e lançou a operação "Espadas de Ferro", prometendo uma resposta determinada ao Hamas. O governo de Israel também emitiu recomendações para que seus cidadãos busquem refúgio em locais protegidos.

O último balanço oficial das autoridades indica que o conflito já causou 532 mortes, sendo 300 em Israel e 232 na Faixa de Gaza, além de milhares de feridos. Os bombardeios continuam na Faixa de Gaza neste domingo (8), alimentando preocupações crescentes em todo o mundo quanto à escalada dessa crise humanitária.

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