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Economia

há 2 semanas

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MS se posiciona como novo hub logístico para exportação ao Pacífico e Ásia

Corredor Bioceânico é apresentado como estratégia de integração sul-americana que deve reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade do agronegócio sul-mato-grossense

Mato Grosso do Sul foi apresentado como um novo hub logístico estratégico para exportação ao Pacífico e à Ásia durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), em painel dedicado à Rota Bioceânica. O projeto foi destacado como uma das principais estratégias de integração logística e comercial da América do Sul.

De acordo com o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, o Corredor Bioceânico representa uma mudança estrutural para o Estado.

Alems

“O Corredor Bioceânico é muito mais do que uma obra de infraestrutura. Estamos construindo uma nova plataforma de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul, capaz de reduzir custos logísticos, ampliar mercados e gerar novas oportunidades de negócios para toda a cadeia produtiva do agronegócio”, afirmou.

Ponte Binacional como marco do projeto

Durante a apresentação, Falcette destacou que a conclusão da Ponte Binacional entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai) é um dos principais marcos para viabilização da rota. A estrutura é considerada essencial para a conexão terrestre entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, com acesso aos portos do Oceano Pacífico.

Segundo o secretário, a nova ligação logística deve impactar diretamente a competitividade dos produtos sul-mato-grossenses.

“Com a nova ligação logística, teremos maior eficiência no escoamento da produção, especialmente de commodities agrícolas, carnes e produtos industrializados. Isso significa mais competitividade para nossos produtores e maior capacidade de inserção em mercados internacionais”, destacou.

Integração e oportunidades econômicas

Entre as oportunidades associadas ao projeto estão a valorização imobiliária, a expansão da infraestrutura logística, o fortalecimento do agronegócio e a geração de empregos. O corredor também deve impulsionar o desenvolvimento de cidades estratégicas como Porto Murtinho, Dourados e Campo Grande, além de abrir perspectivas para o turismo no Pantanal e no Cerrado.

Falcette também ressaltou o avanço das relações comerciais do Estado com países asiáticos, destacando a China como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, especialmente celulose e carne bovina, além do crescimento do bloco ASEAN como mercado emergente.

“O Governo do Estado trabalha de forma integrada para que Mato Grosso do Sul esteja preparado para aproveitar todas as oportunidades que surgirão com a Rota Bioceânica. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos e fortalecimento da nossa presença no comércio internacional”, enfatizou.

Desafios do corredor

Apesar dos avanços, o projeto ainda enfrenta desafios para sua consolidação. Entre eles estão a harmonização da legislação aduaneira, acordos fitossanitários, integração dos sistemas de transporte internacional e qualificação profissional para atender às novas demandas logísticas.

O painel fez parte da programação do FIAP, que reúne representantes do setor produtivo, especialistas e gestores públicos para discutir o futuro da agropecuária diante da crescente demanda mundial por alimentos e energia.

 

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