A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em maio de 2026, alcançando o maior patamar registrado nos últimos cinco anos. O estoque da dívida chegou a R$ 10,6 trilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Banco Central.
O indicador reúne os débitos do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dos governos estaduais e municipais.
Na comparação com abril, a dívida avançou 0,9 ponto percentual do PIB. O resultado é o mais elevado desde maio de 2021, quando a relação entre dívida e PIB atingiu 81,4%.
Além do crescimento do endividamento, o setor público consolidado — formado pela União, estados, municípios e empresas estatais — registrou déficit de R$ 56,1 bilhões em maio.
O principal impacto veio do governo central, que apresentou resultado negativo de R$ 55,2 bilhões. Já os governos regionais acumularam déficit de R$ 1,2 bilhão, enquanto as empresas estatais registraram superávit de R$ 273 milhões.
No acumulado de 12 meses, o setor público soma déficit de R$ 149 bilhões, equivalente a 1,14% do PIB, resultado superior ao observado até abril.
Em números:
- Dívida Bruta do Governo Geral: R$ 10,6 trilhões
- Percentual do PIB: 81,1%
- Maior nível desde: maio de 2021
- Déficit do setor público em maio: R$ 56,1 bilhões
- Déficit acumulado em 12 meses: R$ 149 bilhões (1,14% do PIB)
Especialistas apontam que o avanço da dívida pública e a manutenção de déficits fiscais podem ampliar a pressão sobre as taxas de juros e aumentar a preocupação do mercado com a trajetória das contas públicas brasileiras.


