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Economia

há 2 meses

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Piscicultura de MS bate 53 mil toneladas e amplia incentivos em 2026

Produção recorde e novos estímulos do governo reforçam crescimento do setor, com destaque para tilápia e peixes nativos

A piscicultura em Mato Grosso do Sul segue em ritmo de expansão e já se consolida como uma das principais atividades agroindustriais do Estado. Em 2025, a produção de peixes de cultivo ultrapassou 53 mil toneladas, com predominância da tilápia. Já os peixes nativos também ganharam espaço e hoje representam cerca de 14% do total produzido.

Para fortalecer a cadeia produtiva, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), promoveu nesta terça-feira (14) um encontro técnico durante a Expogrande, em Campo Grande. O evento reuniu produtores, técnicos, indústrias e pesquisadores para discutir inovação, mercado e eficiência na produção.

Alems

A iniciativa faz parte do Programa de Avanços na Pecuária (Proape), que inclui o subprograma “Peixe Vida”, responsável por incentivar financeiramente o setor. Entre os benefícios estão a isenção de ICMS para a comercialização de alevinos, além de redução de impostos para juvenis, peixes adultos e operações interestaduais.

Atualmente, o programa conta com mais de 100 propriedades cadastradas e sete indústrias credenciadas. Somente nos primeiros meses de 2026, mais de R$ 1,1 milhão já foram destinados em incentivos à atividade.

Durante o encontro, o secretário da Semadesc, Artur Falcette, destacou a importância da integração entre produtores e políticas públicas. “Eventos como este fortalecem a cadeia produtiva e impulsionam o desenvolvimento do setor”, afirmou.

Ele também ressaltou a necessidade de diversificação da produção. “A tilápia tem forte presença no mercado global, enquanto os peixes nativos possuem características próprias e grande potencial de valorização. As duas cadeias podem crescer de forma complementar”, pontuou.

O secretário-executivo Rogério Beretta reforçou o papel estratégico das espécies nativas, especialmente em regiões onde a criação de tilápia é restrita. “Há uma demanda crescente e um mercado promissor, inclusive para exportação. Precisamos ampliar a produção local”, disse.

A programação do encontro incluiu debates sobre inovação genética, assistência técnica e perspectivas de mercado, reforçando o compromisso do Estado com o crescimento sustentável da piscicultura.

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