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há 2 meses

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Dólar recua a R$ 5,01 e Bolsa brasileira renova recordes com alívio no Oriente Médio

Cenário externo mais favorável impulsiona real e leva Ibovespa à terceira alta consecutiva

O mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira (10) com desempenho positivo, impulsionado por sinais de redução das tensões no Oriente Médio. O dólar registrou nova queda frente ao real, enquanto o Ibovespa voltou a bater recorde histórico, refletindo o otimismo dos investidores.

Trégua externa impulsiona mercados

A moeda norte-americana caiu 1,02% e fechou cotada a R$ 5,01, atingindo o menor nível desde março de 2024 e acumulando o terceiro recuo consecutivo. Já o Ibovespa avançou 1,12%, encerrando o dia aos 197.323,87 pontos — nova máxima histórica.

Alems

Durante o pregão, o índice chegou a ultrapassar níveis inéditos, consolidando a sequência de recordes registrada ao longo da semana. O desempenho foi influenciado principalmente pela expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, após sinais de cessar-fogo na região.

Com o cenário mais estável, os preços do petróleo também recuaram. O barril do tipo Brent, referência internacional, caiu 0,75%, enquanto o WTI registrou baixa de 1,33%.

Inflação no radar dos investidores

Além do ambiente externo, os agentes do mercado acompanharam novos indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. No cenário norte-americano, o índice de preços ao consumidor (CPI) apresentou alta de 0,9% em abril, o maior avanço desde junho de 2022.

No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,88% em março na comparação mensal e acumulou alta de 4,14% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Os números vieram acima das projeções do mercado.

Juros e fluxo de capital

A combinação entre o alívio geopolítico e os dados econômicos influenciou diretamente os juros futuros, que registraram elevação ao longo do dia. O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos também contribuiu para a valorização do real e a entrada de capital estrangeiro.

Na avaliação do especialista Bruno Shahini, o cenário externo foi determinante para o movimento da moeda.

“No exterior, o avanço das negociações entre EUA e Irã reduziu o prêmio de risco global e enfraqueceu a demanda por proteção”, diz. “Nos EUA, o CPI (o índice de inflação) veio em linha com as expectativas, com núcleos mais fracos, o que não alterou a trajetória de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) precificados apenas para 2027.”

Ele também destaca o impacto do cenário doméstico: “Isso eleva o diferencial de juros projetado, sustentando o fluxo de recursos estrangeiros para a renda fixa”, afirma. “Esse ambiente favoreceu a entrada de capital estrangeiro também na Bolsa, amplificando a força do real.”

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