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Imposto de Renda 2026: prazo de entrega e quem precisa declarar

Receita Federal deve abrir período de envio em março; contribuintes precisam reunir documentos e verificar se estão obrigados a prestar contas

A temporada de declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 deve começar na segunda quinzena de março e seguir até o fim de maio, período em que milhões de brasileiros terão de prestar contas à Receita Federal sobre os rendimentos obtidos em 2025. A expectativa é que o calendário oficial seja divulgado em coletiva do órgão, mas o cronograma tradicional prevê início por volta de 16 de março e prazo final em 29 de maio.

 

Alems

Mesmo antes da divulgação completa das regras, especialistas recomendam que os contribuintes já iniciem a organização de documentos e informes de rendimentos para evitar atrasos, erros no preenchimento ou problemas com a chamada “malha fina”.

 

Quem deve declarar o IR em 2026

 

A obrigatoriedade de envio da declaração segue critérios relacionados à renda, patrimônio e operações financeiras realizadas no ano anterior. Com base nas regras aplicadas recentemente pela Receita Federal, devem declarar o IR em 2026 os contribuintes que, em 2025:

 

  • Receberam rendimentos tributáveis — como salários, aposentadorias ou aluguéis — acima de R$ 33.888
  • Obtiveram rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200 mil;
  • Tiveram receita bruta anual de atividade rural acima de R$ 169.440;
  • Obtiveram ganho de capital com venda de bens ou direitos;
  • Realizaram operações na bolsa de valores acima de R$ 40 mil ou tiveram lucro com day trade;
  • Possuíam bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025;
  • Declararam bens, aplicações financeiras ou investimentos no exterior;
  • Utilizaram isenção de imposto ao vender imóvel residencial e reinvestir o valor em outro imóvel em até 180 dias.

 

Além dessas situações, quem recebeu determinados rendimentos ou realizou operações financeiras específicas também pode ser obrigado a prestar contas ao Fisco.

 

Documentos necessários

 

Para preencher corretamente a declaração, o contribuinte deve reunir diversos documentos que comprovem renda, patrimônio e despesas. Entre os principais itens estão:

 

  • Informe de rendimentos de empresas, bancos e corretoras;
  • Dados pessoais do contribuinte e dependentes;
  • Comprovantes de despesas médicas e educacionais;
  • Informações sobre imóveis, veículos e outros bens;
  • Recibo da declaração do ano anterior.

 

Ter essas informações organizadas facilita o preenchimento e reduz o risco de inconsistências.

 

Atenção para evitar a malha fina

 

Especialistas alertam que erros ou omissões podem levar o contribuinte à chamada malha fina da Receita Federal. Entre as falhas mais comuns estão a omissão de rendimentos, divergências em despesas médicas e erros no preenchimento de valores.

 

Também é importante declarar corretamente investimentos em renda variável, como ações e fundos imobiliários, pois essas operações nem sempre aparecem automaticamente nos informes bancários.

 

Caso a declaração seja enviada após o prazo, o contribuinte fica sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 1% ao mês sobre o imposto devido, limitada a 20% do valor total.

 

Nova faixa de isenção ainda não vale

 

Uma das dúvidas frequentes envolve a nova faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês. Embora a mudança tenha sido anunciada pelo governo federal, ela não terá efeito na declaração de 2026, já que o documento considera os rendimentos obtidos em 2025. O impacto da medida deve aparecer apenas na declaração enviada em 2027.

 

Com o início do período de entrega se aproximando, especialistas recomendam que os contribuintes revisem seus dados com antecedência, garantindo mais tempo para corrigir possíveis inconsistências e evitar penalidades da Receita Federal.

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