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Economia

há 6 meses

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Custo de vida volta a subir em Campo Grande após sequência de deflação

Levantamento do IBGE aponta alta de 0,23% no IPCA de novembro; alimentos lideram pressão inflacionária

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a registrar aumento em Campo Grande no mês de novembro, encerrando um período de três meses consecutivos de deflação na capital sul-mato-grossense. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam avanço de 0,23% no indicador local — resultado 0,31 ponto percentual superior ao recuo de 0,08% observado em outubro.

Segundo o instituto, a variação foi influenciada principalmente pelos grupos alimentação e bebidas, transportes e habitação, todos com leve elevação. Em movimento contrário, os segmentos de artigos de residência (-0,76%) e educação (-0,04%) apresentaram redução.

Alems

O IPCA compara preços coletados entre 30 de outubro e 28 de novembro com valores vigentes entre 30 de setembro e 29 de outubro, abrangendo famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. O indicador é acompanhado desde 1980 e cobre dez regiões metropolitanas do país.

Cenário nacional e energia elétrica

Em nível nacional, o IPCA de novembro ficou em 0,18%, acumulando alta de 3,92% no ano e 4,46% nos últimos 12 meses. Em Campo Grande, o acumulado anual chega a 2,97%, com 3,42% no acumulado de 12 meses.

No País, os maiores impactos vieram dos grupos despesas pessoais (0,77%) e habitação (0,52%). Este último segue influenciado pela energia elétrica residencial, cuja cobrança adicional diminuiu após a mudança da bandeira tarifária: de vermelha patamar 2 para vermelha patamar 1. Com isso, o acréscimo por 100 kWh caiu de R$ 7,87 para R$ 4,46.

O que pesou no bolso do campo-grandense

A alta de alimentação e bebidas (0,14%) foi determinante para a inflação de Campo Grande em novembro, puxada pelos alimentos consumidos em casa (0,13%). Entre os itens que ficaram mais caros estão:

  • uva (+6,66%)

  • alface (+4,99%)

  • cebola (+4,71%)

  • batata-inglesa (+2,72%)

Por outro lado, alguns produtos registraram queda, ajudando a aliviar parcialmente o orçamento das famílias:

  • ovo de galinha (-3,91%)

  • maçã (-2,87%)

  • feijão-carioca (-2,63%)

A alimentação fora do lar também subiu (0,16%), com destaque para os lanches, que passaram de queda de 0,19% em outubro para alta de 0,37% em novembro.

Saúde e transportes

O grupo saúde e cuidados pessoais registrou o segundo mês consecutivo de retração (-0,46%). Mesmo com altas pontuais — como sabonete (+2,99%), hospitalização e cirurgia (+2,84%) e papel higiênico (+2,79%) — houve quedas significativas em:

  • perfumes (-9,24%)

  • itens de maquiagem (-7,39%)

  • analgésicos e antitérmicos (-1,52%)

No setor de transportes, a variação ficou em 0,83%, influenciada principalmente pelo forte aumento das passagens aéreas (+7,01%). Entre os combustíveis, houve pequena queda no preço da gasolina (-0,05%), enquanto etanol (+1,09%) e diesel (+0,02%) registraram leve elevação.

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