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Economia

há 7 meses

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Ponte da Rota Bioceânica entra na reta final e consolida corredor que ligará Atlântico e Pacífico

Obra chega a 84% de execução e deve unir Brasil e Paraguai em 2026, mudando a logística sul-americana

A ponte internacional da Rota Bioceânica, em construção entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai, avançou para 84% de conclusão e já dá forma ao que será um dos mais importantes eixos de integração da América do Sul. A vistoria técnica realizada no sábado (22) confirmou que 188 dos 350 metros do vão central sobre o Rio Paraguai estão prontos, aproximando ainda mais as duas frentes de obra que devem se encontrar em abril de 2026.

Com 1,3 quilômetro de extensão, 35 metros de altura e um trecho estaiado sustentado por torres de 130 metros, a estrutura é considerada o coração da Rota Bioceânica — corredor de quase 2,4 mil quilômetros que conectará o Brasil aos portos chilenos no Pacífico, passando por Paraguai e Argentina. O investimento na ponte chega a US$ 100 milhões, totalmente financiado pela Itaipu Binacional.

No lado brasileiro, as obras da alça de acesso — que ligará a BR-267 à nova travessia — seguem em ritmo acelerado, apesar da suspensão momentânea da terraplenagem por causa das chuvas e de ajustes pelo Novo PAC. Com custo estimado em R$ 574 milhões, o complexo viário terá 13,1 quilômetros e deverá ser entregue apenas em 2028.

A Rota Bioceânica é vista como um divisor de águas para a economia de Mato Grosso do Sul. Além de encurtar em até 17 dias o transporte de cargas brasileiras para a Ásia, o corredor deve impulsionar exportações de carne, soja, açúcar e couro, com projeção de movimentar US$ 1,5 bilhão por ano.

 

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