Durante discurso a líderes mundiais em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de um imposto global sobre grandes fortunas e corporações multinacionais como forma de financiar políticas de enfrentamento às mudanças climáticas.
Segundo estimativas apresentadas pelo governo, a medida poderia gerar entre US$ 200 bilhões e US$ 1,3 trilhão, dependendo do percentual de tributação adotado. Lula destacou que o financiamento climático exige novos mecanismos e que o capital privado deve ser incluído na conta.
O presidente também apontou que os mercados de carbono podem se tornar uma ferramenta importante de redistribuição de recursos, citando a coalizão liderada pelo Brasil, União Europeia e China para unificar valores globais do carbono.
Durante o discurso, Lula cobrou o cumprimento das metas do Acordo de Paris, especialmente no repasse de verbas prometidas pelos países desenvolvidos às nações em desenvolvimento. Ele criticou o fato de a maior parte dos recursos internacionais chegar na forma de empréstimos, o que, segundo ele, aumenta o endividamento das economias mais pobres.
O presidente também sugeriu a adoção de mecanismos de troca de dívida por investimentos climáticos, permitindo que países em desenvolvimento possam abater parte de suas dívidas ao destinarem recursos a projetos de sustentabilidade.


