O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, afirmou que a modalidade de Pix parcelado pode ser um caminho para fortalecer a campanha de arrecadação organizada pela Gaviões da Fiel, que busca quitar parte da dívida do Corinthians com a Neo Química Arena. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast C-Level Entrevista, da Folha.
Lançada em 2024, a chamada “vaquinha” já arrecadou cerca de R$ 41 milhões — equivalente a menos de 6% da meta de R$ 700 milhões — e perdeu ritmo nos últimos meses, o que levou à sua prorrogação até dezembro.
“A força do torcedor do Corinthians é impressionante. Eles chegaram a pagar uma parte significativa do capital da dívida. Por que naquela época o Pix não vigorou? Porque nós não tínhamos ainda o Pix parcelado. Se eles voltarem com essa campanha de novo, com o Pix parcelado, aí acho que caminha”, afirmou Vieira.
A Caixa mantém negociações com a diretoria corintiana, presidida por Osmar Stabile, para uma possível reestruturação do contrato. Segundo Vieira, Lula não interferiu no processo. O banco, no entanto, já apresentou alternativas ao clube — entre elas, a criação de um fundo patrimonial com cotas vendidas a torcedores.
“Se você pega 15 milhões de torcedores, cada um comprando uma cota de um fundo de R$ 100, você tem R$ 1,5 bilhão. Quase duas vezes o valor da dívida”, explicou.
O Corinthians, por sua vez, demonstrou resistência a esse modelo por não querer abrir mão da gestão do estádio. “É uma questão de visão”, disse o presidente da Caixa, confirmando que a proposta ainda está em avaliação.
Vieira evitou comentar sobre os termos específicos do contrato ou eventual renegociação de juros, citando as restrições impostas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Ouça a fala do presidente da Caixa:


