A semana começou com alívio nos mercados financeiros dos Estados Unidos depois que o presidente Donald Trump recuou de sua ameaça de impor novas tarifas à China. No domingo (12), Trump afirmou que as relações comerciais entre os dois países “ficarão bem”, trazendo alívio aos investidores após fortes perdas registradas na última sexta-feira (10).
Mercado reage positivamente
Após a publicação de Trump no Truth Social, destacando que busca ajudar a China e que o país asiático não deseja enfrentar uma crise econômica, os futuros de ações nos EUA apresentaram recuperação: Dow Jones subiu 0,8%, S&P 500 avançou 1% e Nasdaq ganhou 1,2%. Na sexta-feira, essas mesmas bolsas haviam registrado quedas expressivas, com a S&P 500 recuando 2,4%, a maior desde abril.
Origem da tensão
O impasse começou após o anúncio do Ministério do Comércio chinês sobre novas regras para exportações de minerais de terras raras, incluindo cinco elementos sob rígido controle. Trump classificou a medida como “muito hostil” e chegou a anunciar tarifas de 100% sobre produtos chineses. O presidente também ameaçou cancelar o encontro com Xi Jinping durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), marcada para 31 de outubro, poucos dias antes do término da trégua de 90 dias que suspendia tarifas americanas.
Analistas e estratégia
Especialistas, como Michael Brown, da corretora Pepperstone, avaliam que a postura de Trump pode ser uma estratégia de “escalar para desescalar”, usada anteriormente para pressionar a China sem concretizar medidas extremas. Por sua vez, o governo chinês respondeu por meio da agência Xinhua, afirmando que não busca a guerra comercial, mas não teme ameaças de tarifas elevadas.
Impacto nas big techs
O setor de tecnologia foi o mais afetado pelas incertezas. Amazon, Nvidia e Tesla caíram cerca de 2% no pregão, resultando em perdas de US$ 770 bilhões em capitalização de mercado. A Nvidia, que recentemente alcançou US$ 4,5 trilhões em valor de mercado, viu sua capitalização recuar quase US$ 229 bilhões. Microsoft perdeu US$ 85 bilhões, enquanto Amazon teve redução de US$ 121 bilhões.
Especialistas destacam que a tensão comercial poderia comprometer o avanço da Inteligência Artificial e levar os mercados a instabilidades semelhantes às observadas em abril.


