Após meses de trégua, os Estados Unidos anunciaram uma nova alíquota de 100% sobre produtos importados da China, intensificando a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. A medida se soma aos 30% já existentes e inclui controles de exportação de softwares essenciais produzidos nos EUA, além de restrições sobre peças da Boeing destinadas ao país asiático.
A decisão de Washington cria oportunidades para o Brasil, que já tem se beneficiado do aumento da demanda chinesa por produtos agrícolas, especialmente a soja. Dados recentes mostram que o volume de soja norte-americana exportada à China caiu quase 78% em comparação com o mesmo período do ano anterior, abrindo espaço para que o Brasil se consolide como fornecedor prioritário.
Especialistas destacam que a tensão comercial pode impactar ainda outros setores. Com o aumento das barreiras dos EUA, a China deve buscar novos mercados para escoar sua produção, incluindo o Brasil. Isso pode resultar em maior oferta de produtos no mercado interno e até contribuir para a contenção da inflação.
Economistas alertam que os efeitos positivos para a balança comercial brasileira devem se estender a médio e longo prazo, reforçando a relevância do país em cadeias globais de produção e exportação. ( Com inf da CNN)

