Quinta, 9 Julho 2026

Anuncie aqui

Campo Grande

17°

Dólar Americano

Carregando...

-

Quinta, 9 Julho 2026

ECONOMIA

há 9 meses

A+ A-

Brasil deve crescer 2,4% em 2025, acima da média da América Latina, diz Banco Mundial

Relatório mantém projeções anteriores e aponta que ritmo da região segue entre os mais lentos do mundo

O Banco Mundial manteve a previsão de crescimento de 2,4% para a economia brasileira em 2025. O número supera a média estimada para os países da América Latina e Caribe, de 2,3%. Os dados constam na nova edição do relatório econômico para a região, divulgada nesta terça-feira (7).

A estimativa para o Brasil é a mesma apresentada em junho deste ano e continua acima das projeções feitas por outras instituições, como o Banco Central e o mercado financeiro nacional. Para os anos seguintes, o Banco Mundial prevê expansão de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 e de 2,3% em 2027.

Alems

No último Relatório de Política Monetária, divulgado em setembro, o Banco Central estimou crescimento de 2% em 2025 e de 1,5% no ano seguinte. Já o Boletim Focus, pesquisa do próprio BC com analistas do mercado, projeta alta de 2,16% em 2025 e de 1,8% em 2026. O Ministério da Fazenda, por sua vez, tem estimativas mais próximas às do Banco Mundial: crescimento de 2,3% em 2025 e 2,4% em 2026, segundo o Boletim MacroFiscal de setembro.

Em 2024, o PIB brasileiro cresceu 3,4%, segundo dados do Banco Mundial.

Projeções para a região

Para os 29 países da América Latina e Caribe, o Banco Mundial projeta crescimento médio de 2,3% em 2025 e de 2,5% em 2026. Em 2024, a expansão foi de 2,2%. A estimativa para 2025 foi mantida em relação ao relatório anterior, enquanto a de 2026 foi ligeiramente revista para cima, com aumento de 0,1 ponto percentual.

A Guiana lidera as projeções de crescimento regional. O país deve registrar avanço de 11,8% em 2025, com alta ainda mais expressiva nos anos seguintes: 22,4% em 2026 e 24% em 2027. O desempenho é impulsionado pela recente exploração de petróleo na Margem Equatorial, região também de interesse do Brasil.

A Argentina aparece em segundo lugar, com previsão de crescimento de 4,6% em 2025 e 4% em 2026. Os números são inferiores aos projetados em junho, quando o Banco Mundial previa 5,5% e 4,5%, respectivamente. O relatório ressalta que o país vem apresentando uma recuperação econômica relevante após dois anos de retração, mas ainda enfrenta desafios significativos.

Na outra ponta, a Bolívia deve registrar queda no PIB por três anos consecutivos, com retrações de 0,5% em 2025, 1,1% em 2026 e 1,5% em 2027.

Crescimento limitado e desafios estruturais

O Banco Mundial destaca que a América Latina e o Caribe continuam sendo a região com o menor ritmo de crescimento econômico no mundo. Segundo o relatório, o desempenho fraco é resultado de uma combinação de fatores externos e internos.

Entre os fatores externos, a instituição cita a desaceleração da economia global e a queda no preço das commodities, que impactam exportadores importantes da região, como Brasil, Chile, Venezuela e Bolívia. Já no ambiente interno, pesam o aperto monetário adotado para controle da inflação, os baixos níveis de investimento público e privado e a falta de espaço fiscal para aumento dos gastos.

O relatório reforça a necessidade de reformas estruturais voltadas à melhoria da produtividade e à criação de um ambiente econômico mais dinâmico. Entre as áreas prioritárias, estão infraestrutura, educação, regulação, política tributária e competitividade.

A instituição também aponta a importância de modernizar os sistemas educacionais, fortalecer universidades e centros de pesquisa e ampliar a conexão entre essas instituições e o setor privado. Além disso, defende o aprofundamento dos mercados de capitais e o estímulo à inovação e ao empreendedorismo como caminhos para destravar o crescimento na região.

*Com informações da Agência Brasil

Veja também