O governo de Mato Grosso do Sul deve oficializar até outubro o contrato da Rota da Celulose, projeto que vai melhorar 870 quilômetros de rodovias no Estado, conectando trechos federais e estaduais. O anúncio foi feito pelo governador Eduardo Riedel (PP), que detalhou o cronograma da iniciativa.
Após atrasos causados pela desclassificação da primeira colocada no leilão — o Consórcio K&G Rota da Celulose — por problemas na documentação, o caminho agora está aberto para o consórcio Caminhos da Celulose, liderado pela XP Infra e composto por outras seis empresas. Caso não haja novos recursos, a formalização do contrato deve ocorrer ainda neste mês.
O projeto inclui intervenções nas rodovias BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395, com investimentos de R$ 10,1 bilhões ao longo de três décadas. As obras contemplam duplicações, acostamentos, terceiras faixas, contornos urbanos, alargamentos de pontes, passagens de fauna e dispositivos em desnível, entre outras melhorias.
Segundo Riedel, a assinatura do contrato depende do arrolamento dos bens públicos, garantindo que o Estado não assuma a manutenção das rodovias federais antes da entrega oficial ao consórcio. Após essa etapa, as empresas terão 60 dias de mobilização, com previsão de início das obras em 2026.
O projeto foi pensado para atender à crescente produção de celulose na região leste do Estado, impulsionada por novas fábricas em Ribas do Rio Pardo e cidades vizinhas, oferecendo infraestrutura logística capaz de suportar o aumento da produção e facilitar o escoamento da carga para outros estados e portos.

