Campo Grande vem fortalecendo sua presença no comércio internacional e registrou saldo positivo na balança comercial no acumulado de janeiro a julho de 2025. Nesse período, as exportações da Capital somaram mais de US$ 329 milhões, com destaque para a carne bovina fresca, que lidera a pauta exportadora. O resultado garantiu ao município um superávit de US$ 54 milhões, aumento de 19,66% em relação ao mesmo período de 2024.
Em julho, Campo Grande esteve entre os principais exportadores de Mato Grosso do Sul, respondendo por 6,68% do valor total exportado pelo Estado. No comparativo anual, o volume exportado nos últimos 12 meses apresentou alta expressiva de 96,88%. Entre os principais destinos no primeiro semestre estão China, Estados Unidos e Itália.
A prefeita Adriane Lopes ressalta que o momento é de expansão e consolidação de mercados.
“Esse desempenho evidencia que temos uma economia dinâmica e preparada para acompanhar as transformações do cenário global. Com a Rota Bioceânica, ampliaremos esse protagonismo, conectando a Capital a novos mercados e potencializando perspectivas para todo o setor produtivo.”
Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, o crescimento das exportações confirma a vocação de Campo Grande para ampliar mercados.
“Vivemos uma fase consistente, incorporando novos produtos e serviços à pauta internacional, agregando valor à produção e atraindo investimentos privados, enquanto apresentamos o potencial logístico da Rota Bioceânica.”
A carne bovina mantém posição estratégica na economia local. O gerente de Integração e Parcerias da Semades, Paulo Cesar Fialho, afirma que o setor frigorífico vem buscando alternativas diante de desafios como o “tarifaço” dos Estados Unidos e possíveis sanções.
“Estamos abrindo mercados como Chile e Egito para manter o ritmo de exportações e assegurar a competitividade do produto sul-mato-grossense.”
Os dados confirmam que Campo Grande se consolida como “Capital das Oportunidades”, com crescimento econômico em setores estratégicos como comércio e indústria, estimulando inovação, geração de renda e desenvolvimento sustentável.


