O preço da cesta básica em Campo Grande subiu para R$ 793,02 no mês de junho, segundo levantamento divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) nesta terça-feira (9). Em relação a maio, o aumento foi de 0,46%, puxado principalmente pelos aumentos do tomate, café, pão francês e leite.
Com esse novo valor, a Capital sul-mato-grossense aparece entre as cinco cidades com a cesta mais cara do país, atrás apenas de São Paulo, Florianópolis, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
Produtos que mais subiram:
- Tomate: +6,54%
- Café: +3,32%
- Pão francês: +0,80%
- Leite longa vida: +0,34%
Impacto no bolso
Segundo o Dieese, o trabalhador que recebe um salário mínimo precisou comprometer 56,48% de sua renda líquida para comprar os alimentos da cesta em junho — maior que os 56,22% registrados em maio.
Isso equivale a uma jornada de trabalho de 114 horas e 56 minutos, ou 31 minutos a mais que no mês anterior.
Na comparação com junho de 2024, a situação também piorou: na época, o comprometimento era de 57,34% do salário mínimo líquido.
Cenário nacional
A pesquisa do Dieese aponta que o custo da cesta básica caiu em 11 capitais, mas subiu em outras seis. As maiores quedas foram registradas em:
- Aracaju (-3,84%)
- Belém (-2,39%)
- Goiânia (-1,90%)
- São Paulo (-1,49%)
- Natal (-1,25%)
Já os maiores aumentos ocorreram em:
- Porto Alegre (+1,50%)
- Florianópolis (+1,04%)
Mesmo com algumas quedas pontuais, todas as 17 capitais pesquisadas acumularam alta no preço da cesta básica em 2025. A maior foi em Fortaleza, com 9,10%.
Salário mínimo ideal
De acordo com o Dieese, para sustentar uma família de quatro pessoas em junho, o salário mínimo deveria ter sido de R$ 7.416,07, ou 4,89 vezes o salário vigente de R$ 1.518,00. O cálculo é baseado no valor da cesta mais cara do país, registrada em São Paulo.
Produtos com queda
- Batata: caiu em todas as capitais do Centro-Sul, até -12,62% em Belo Horizonte
- Arroz: redução em todas as cidades analisadas, com destaque para Belém (-9,52%)
- Óleo de soja: caiu em 13 das 17 capitais
- Café em pó: caiu em 9 capitais, mas subiu 3,32% em Campo Grande
- Carne bovina de primeira: caiu em 10 cidades
O aumento do tomate em 10 capitais, inclusive em Campo Grande, foi atribuído à baixa oferta no mercado causada pelas geadas e pelo frio, que retardaram a maturação dos frutos.


