Após meses prometendo tarifas de 25% sobre peças automotivas importadas, o presidente Donald Trump recuou e anunciou, nesta terça-feira (29), a isenção de componentes utilizados na montagem de veículos nos Estados Unidos. A decisão foi tomada diante de forte pressão de montadoras como GM, Toyota, Volkswagen e Hyundai, que alertaram sobre riscos de colapso na cadeia produtiva.
As empresas advertiram que as tarifas — previstas para entrar em vigor em 3 de maio — poderiam interromper linhas de montagem, quebrar fornecedores e aumentar o preço dos veículos ao consumidor final.
Além da isenção, a Casa Branca também retirou cobranças em duplicidade sobre aço e alumínio e prometeu devolver valores já pagos. A medida acontece um dia antes da visita de Trump ao estado de Michigan, símbolo da indústria automotiva americana e palco político importante.
Embora o governo tenha declarado a medida como uma “vitória comercial”, analistas enxergam o recuo como um movimento de sobrevivência política e econômica. Trump manteve o discurso protecionista, mas sinalizou que apertar demais pode gerar efeitos contrários.

