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Caso Henry Borel

há 2 meses

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Monique Medeiros se entrega à polícia e volta à prisão após pedido do STF

Mãe da criança, morta em 2021, é acusada de homicídio, e foi solta o dia 23 de março

Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe de Henry Borel, acusada pela morte do filho, voltou a ser presa nesta segunda-feira (20) após determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ela se entregou à polícia na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), na zona oeste do Rio de Janeiro.

Alems

Monique foi levada para o Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na zona norte, onde vai passar por exame de corpo de delito e audiência de custódia. Depois disso, voltará à Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio.

O ministro entendeu que a soltura de Monique, no dia 23 de março deste ano, ocorreu antes do depoimento de testemunhas importantes. A liberdade foi concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que considerou que o tempo de prisão preventiva havia excedido o período legal, já que a mulher estava presa há quatro anos.

No entanto, Gilmar Mendes entendeu que a soltura prejudica as investigações, já que há histórico de coação de testemunhas que justificam a manutenção da prisão preventiva.

Além disso, considerou que a soltura se deu após uma manobra da defesa do ex-vereador e também investigado no caso, Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho.

Relembre o caso

Na madrugada de 8 de março de 2021, Monique e Jairinho levaram o menino Henry Borel, de 4 anos, a um hospital particular, alegando que ele tinha sofrido um acidente doméstico ao cair da cama no apartamento do casal. O menino não resistiu aos ferimentos e morreu.

O laudo da necropsia do Instituto Médico Legal (IML), entretanto, indicou 23 lesões por ação violenta sofridas por Henry, incluindo laceração hepática e hemorragia interna.

A investigação da Polícia Civil apontou que o menino era vítima de uma rotina de torturas praticadas pelo padrasto, e que a mãe tinha conhecimento das agressões.

Os réus Monique e Jairinho foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ). Jairinho responde por homicídio qualificado, e Monique, por homicídio e omissão de socorro.

Com informações de EBC e UOL

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