As fortes chuvas que atingem Mato Grosso do Sul nos últimos dias provocaram uma série de danos estruturais e humanitários em diferentes regiões do estado. Pontes foram destruídas, estradas ficaram interditadas e comunidades inteiras acabaram isoladas, levando prefeituras a decretarem situação de emergência para viabilizar ações imediatas de resposta.
Em Rio Negro, o decreto de emergência foi publicado após temporais registrados na noite de 2 de fevereiro. O município contabiliza quedas de pontes, destruição de estradas e alagamentos em áreas urbanas e rurais. Segundo a Defesa Civil, cerca de 700 pessoas ficaram isoladas, número que superou a capacidade de resposta imediata da administração municipal. O levantamento dos prejuízos ainda está em andamento, e campanhas de arrecadação de donativos já foram iniciadas para atender famílias atingidas.

Situação semelhante foi registrada em Corguinho, onde o acumulado de chuva ultrapassou 238 milímetros desde o início do mês. O transbordamento do Rio Taboco alagou residências, deixou famílias desalojadas no distrito do Taboco e isolou moradores da Comunidade Boa Sorte. A destruição total da ponte da MS-352 comprometeu o tráfego, o transporte escolar, o atendimento emergencial e o escoamento da produção rural.
Em Coxim, o volume de chuva chegou a 201,2 milímetros em apenas 96 horas, provocando enxurradas e alagamentos em ao menos sete bairros. Ruas, avenidas, drenagens, pontes e estradas rurais foram danificadas, afetando a mobilidade urbana e rural e causando prejuízos a moradores e comerciantes.
Com os decretos, os municípios estão autorizados a mobilizar todos os órgãos públicos, convocar voluntários, realizar campanhas de arrecadação, dispensar licitações para obras e serviços emergenciais e adotar medidas urgentes de resgate, evacuação e proteção da população em áreas de risco.
Outras cidades seguem em alerta. Aquidauana emitiu aviso para risco de enchentes em bairros ribeirinhos, enquanto Bodoquena suspendeu atividades turísticas devido ao alto nível dos rios. Corumbá permanece em situação de emergência desde o fim de janeiro, após chuvas acima da média histórica provocarem alagamentos e sobrecarga no sistema de drenagem urbana.


