O Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) investiu R$ 1,3 milhão em Letras Financeiras do Banco Master, ativo de alto risco que não possui garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A liquidação da instituição pela Polícia Federal e pelo Banco Central acendeu um alerta sobre a proteção do patrimônio dos servidores municipais.
O caso será discutido na Câmara Municipal, nesta sexta-feira (28), às 9h, quando o vereador Maicon Nogueira receberá o diretor-presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, para prestar esclarecimentos sobre os critérios que levaram à aplicação dos recursos no banco investigado. Também estará presente a vice-prefeita Camila Nascimento, que presidia o instituto no período dos investimentos.
O rombo do IMPCG vem acompanhado de uma crise estrutural: o déficit financeiro do instituto saltou de R$ 20,4 milhões em 2022 para R$ 125,5 milhões em 2024, um aumento de 515% em apenas dois anos. Especialistas apontam que o problema é agravado pelo grande número de servidores temporários que contribuem para o INSS, e não para o fundo municipal, drenando receita enquanto o número de aposentados cresce.
Segundo Maicon Nogueira, a transparência é prioridade:“A liquidação do Banco Master acende um alerta grave. Precisamos esclarecer por que os recursos dos servidores foram aplicados ali. É dinheiro público, e a proteção desse patrimônio é prioridade absoluta.”
A expectativa é que a audiência contribua para avaliar a regularidade das operações e orientar medidas preventivas para proteger os fundos previdenciários da capital.

