Cerca de 100 pessoas ligadas a acampamentos rurais em Mato Grosso do Sul ocuparam, na manhã desta segunda-feira (24), a sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Campo Grande. O grupo afirma que a mobilização busca pressionar o órgão a avançar na desapropriação de uma área na Capital, apontada como essencial para o assentamento de aproximadamente 2 mil famílias que aguardam definição ainda este ano.
Os manifestantes chegaram por volta das 6h, levando bandeiras, alimentos e até um fogão portátil, sinalizando que pretendem permanecer no local pelo tempo necessário.
A área reivindicada está entre as prioridades das famílias acampadas às margens da MS-010 desde 2023. Elas também aguardam distribuição de lotes em terras oriundas de uma usina desativada em Quebra Coco e da Fazenda Santa Rita do Ipê, situada em Terenos.
A reforma agrária no Estado está parada desde 2013, acumulando 11.601 famílias na lista de espera, distribuídas por 82 acampamentos.
Segundo os organizadores, a escolha pela sede do Incra busca evitar medidas mais drásticas, como bloqueios de rodovias, que costumam afetar motoristas obrigados a utilizar vias alternativas precárias.


