Uma indígena Guarani-Kaiowá, de 29 anos, passou por sérias complicações depois de uma cesariana realizada no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), em Mato Grosso do Sul. Meses após a cirurgia, exames identificaram a presença de uma gaze cirúrgica deixada dentro do abdômen, causando dores intensas e infecções recorrentes.
O caso foi denunciado pelo Conselho Municipal de Defesa do Direito das Mulheres de Dourados como violência obstétrica. Durante o período, a paciente não recebeu diagnóstico adequado e enfrentou falhas no atendimento, agravando seu quadro de saúde.
Após a descoberta do corpo estranho, a paciente precisou passar por nova cirurgia para remoção da gaze, sendo constatada infecção grave e exposição parcial do intestino, exigindo o uso de bolsa de colostomia. O hospital admitiu o erro e informou que protocolos internos estão sendo revisados, enquanto o caso segue sob investigação da Polícia Civil para apuração de responsabilidades.
A indígena permanece internada, sob cuidados médicos, fora de risco imediato.

