O que seria um momento de felicidade terminou em dor para uma família em Campo Grande (MS). Um bebê morreu durante o parto normal realizado em uma maternidades em campo grande o, e os familiares acusam a equipe médica de negligência e violência obstétrica. A instituição nega as acusações e afirma que não houve falhas no atendimento, mas abriu uma investigação interna.
Segundo os relatos, Cláudia Batista da Silva, de 32 anos, foi internada na quarta-feira (15) para a indução do parto. O procedimento durou cerca de 20 horas e, durante o processo, o médico teria pedido que o pai da criança, José Eduardo de Souza, ajudasse a fazer força sobre o abdômen da gestante. Após a manobra, o bebê, batizado de Ravi, nasceu sem vida.
A família afirma que não recebeu recomendação de cesariana, apesar de exames apontarem que o bebê pesava cerca de 3,4 quilos. O recém-nascido chegou a passar por tentativas de reanimação por cerca de 40 minutos, mas não resistiu.
Em nota, a maternidade informou que houve uma distócia de ombro, complicação obstétrica rara e imprevisível, que pode ocorrer mesmo em partos considerados normais. A instituição manifestou pesar e garantiu que o caso será apurado pelas comissões internas de ética e óbito.
O corpo do bebê foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), e a Polícia Civil abriu investigação para apurar as circunstâncias da morte. A família cobra justiça e responsabilização dos profissionais envolvidos. Com inf do G1

