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SAÚDE

há 8 meses

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Ministério da Saúde orienta uso do Fomepizol para tratar intoxicação por metanol

Nota Técnica define diretrizes para uso do antídoto na rede de urgência e emergência do SUS

O Ministério da Saúde publicou a Nota Técnica nº 127/2025, com recomendações atualizadas sobre o uso do medicamento Fomepizol 1 g/mL no tratamento de casos suspeitos ou confirmados de intoxicação por metanol. A publicação é direcionada a gestores e profissionais da rede de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS), e traz orientações clínicas, indicações terapêuticas e diretrizes para garantir o acesso rápido ao antídoto em unidades estratégicas.

A intoxicação por metanol é considerada uma emergência médica grave, muitas vezes relacionada ao consumo de bebidas adulteradas. Pode provocar acidose metabólica severa, danos neurológicos e visuais, e pode levar ao óbito. O Fomepizol atua inibindo a formação de metabólitos tóxicos, evitando a progressão do quadro clínico e reduzindo significativamente os riscos de complicações. Segundo o ministério, o medicamento é uma alternativa segura, eficaz e de fácil aplicação.

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De acordo com Fernando Figueira, diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência, a disponibilização do antídoto e a definição de protocolos claros aumentam a capacidade de resposta do SUS diante dessas ocorrências. “O Fomepizol representa uma ferramenta essencial no manejo clínico das intoxicações por metanol, ampliando as chances de recuperação e reduzindo complicações graves”, afirmou.

Além de sua eficácia, o medicamento tem baixo potencial de efeitos adversos e perfil de eliminação prolongada, o que o torna ainda mais adequado para uso em emergências. O tratamento com Fomepizol deve ser complementado com medidas de suporte clínico, como hidratação e correção de distúrbios metabólicos, podendo também ser associado à hemodiálise nos casos mais graves.

A nota também reforça a importância da organização da rede assistencial para garantir uma resposta rápida. A distribuição do antídoto deve priorizar hospitais com leitos de UTI e suporte dos Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), além de unidades sem UTI que contem com apoio remoto especializado. As UPAs 24h também podem realizar a administração inicial do medicamento antes da transferência do paciente para unidades de maior complexidade.

Com a publicação da Nota Técnica nº 127/2025, o Ministério da Saúde reafirma seu compromisso com a qualificação da resposta clínica às intoxicações por metanol, uma questão de saúde pública que exige agilidade, integração e segurança no atendimento. A adoção do Fomepizol, dentro de protocolos bem estruturados e com uma rede assistencial articulada, é considerada fundamental para salvar vidas e fortalecer a atuação do SUS.

 

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