A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) divulgou os resultados do terceiro ciclo do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) e do Levantamento de Índice Amostral (LIA) de 2025, mostrando um crescimento preocupante na presença do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Com a proximidade do período mais propício para a reprodução do vetor, a SES reforça a necessidade urgente de intensificação das ações de combate e prevenção.
O levantamento revelou que 21 municípios do estado estão classificados com risco médio de infestação, um aumento significativo em comparação com o mesmo período de 2024, que registrou apenas 3 municípios nesta situação. Além disso, uma cidade apresentou risco alto, o que representa um alerta para a possibilidade de surtos. Essa oscilação nos índices evidencia a necessidade de vigilância constante e resposta rápida para evitar o avanço das doenças.
O Aedes aegypti é o principal vetor de arboviroses que afetam a população de Mato Grosso do Sul e outras regiões do país. A dengue, doença mais conhecida, pode causar sintomas como febre alta, dores intensas no corpo e nas articulações, além de manchas na pele. Em casos graves, pode evoluir para dengue hemorrágica, que pode ser fatal se não houver tratamento adequado. A zika vírus, embora apresente sintomas geralmente mais leves, está relacionada a complicações neurológicas e a malformações congênitas, como a microcefalia, principalmente quando infecta gestantes. Já a chikungunya provoca fortes dores articulares, que podem persistir por meses, causando grande impacto na qualidade de vida.
Diante desse cenário, a prevenção é a principal estratégia para evitar o surgimento de novos casos. A SES reforça a importância da eliminação de criadouros do mosquito, que se reproduz em água parada, mesmo que em pequenas quantidades. Recipientes como vasos de plantas, pneus, garrafas, caixas d’água abertas, ralos, calhas entupidas e qualquer objeto que acumule água devem ser regularmente inspecionados e limpos.
Além da remoção dos criadouros, outras medidas recomendadas incluem o uso de telas em portas e janelas para impedir a entrada do mosquito nas residências, o uso de roupas que cubram a maior parte do corpo, principalmente ao amanhecer e no final da tarde, horários em que o Aedes é mais ativo, e a aplicação de repelentes. A educação e o engajamento da população são essenciais para garantir a eficácia dessas ações.
Para reforçar o combate ao mosquito, a SES entregou recentemente 30 caminhonetes para os municípios, aumentando a capacidade logística das equipes de controle de vetores, especialmente em áreas de difícil acesso. Essas equipes realizam visitas domiciliares, mutirões de limpeza, aplicação de larvicidas e orientações à população para reduzir a infestação.
O coordenador estadual de controle de vetores, Mauro Lúcio Rosário, destaca que o LIRAa é uma ferramenta fundamental para mapear o risco em cada município e direcionar esforços de forma eficiente. “Esse monitoramento é essencial para antecipar medidas, identificar áreas prioritárias e garantir que os recursos sejam aplicados onde são mais necessários”, afirma.
A secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, ressalta a responsabilidade compartilhada entre poder público e sociedade. “O enfrentamento ao Aedes aegypti é uma tarefa coletiva. Cada cidadão deve assumir seu papel eliminando possíveis focos e colaborando com as equipes de saúde. Só assim conseguiremos proteger nossas famílias e comunidades das graves consequências dessas doenças.”
O alerta acontece em um momento em que o clima, com calor intenso e chuvas intermitentes, favorece a proliferação do mosquito. A SES reforça que manter a vigilância ativa e agir preventivamente são as melhores formas de evitar surtos e proteger a saúde da população em Mato Grosso do Sul.
Dicas práticas para prevenção do Aedes aegypti
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Elimine água parada em qualquer recipiente, como pratos de plantas, baldes, pneus, garrafas e caixas d’água destampadas.
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Mantenha calhas limpas para evitar acúmulo de água.
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Armazene corretamente recipientes que possam acumular água, mantendo-os fechados ou cobertos.
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Use telas de proteção em portas e janelas para evitar a entrada do mosquito em casa.
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Evite o acúmulo de lixo, que pode reter água e servir de criadouro.
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Use repelente, principalmente durante os horários de maior atividade do mosquito (início da manhã e fim da tarde).
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Utilize roupas que cubram braços e pernas, principalmente em áreas com alta infestação.
Guia rápido de sintomas das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti
Dengue:
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Febre alta repentina
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Dores intensas no corpo, articulações e cabeça
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Manchas vermelhas pelo corpo
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Náuseas e vômitos
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Em casos graves: sangramentos, dor abdominal intensa e sinais de choque
Zika:
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Febre leve
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Manchas vermelhas e coceira na pele
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Dor nas articulações e conjuntivite (olhos vermelhos)
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Sintomas geralmente mais leves, mas perigosa para gestantes devido a risco de malformações no bebê
Chikungunya:
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Febre alta
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Dores articulares intensas e inchaço, que podem durar meses
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Dores musculares, fadiga e dor de cabeça
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Pode causar incapacitação temporária pela intensidade da dor


