O Ministério da Saúde iniciou uma nova etapa do programa Agora Tem Especialistas com a entrega de 3 mil kits de telessaúde para Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o país. O objetivo é ampliar o acesso a atendimentos especializados à distância, principalmente em regiões de difícil acesso. A ação integra o Novo PAC Saúde e representa um investimento de R$ 20 milhões.
Além das entregas, o governo publicou dois editais para expandir o serviço de telessaúde no Sistema Único de Saúde (SUS), um voltado ao setor público e outro, inédito, ao setor privado. Ambos já estão com inscrições abertas.
“Onde antes faltavam médicos, agora temos consultas e diagnósticos sendo feitos à distância, com segurança. Fortalecer a telessaúde é salvar vidas”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Telessaúde cresce no SUS
Entre 2023 e 2024, os atendimentos por telessaúde cresceram 65%, saltando de 1,5 milhão para 2,5 milhões. A meta do governo é alcançar 10 milhões de atendimentos até 2027. Atualmente, existem 26 Núcleos de Telessaúde ativos em 17 estados.
Cada kit distribuído inclui notebook, webcam, televisor, teclado e outros equipamentos essenciais. A entrega será concluída até novembro. Para garantir o funcionamento, o Ministério também investe em conectividade: 920 UBS em áreas remotas já foram conectadas via satélite, e outras 3 mil devem receber fibra ótica ainda neste ano.
Hoje, 87% das UBS utilizam prontuário eletrônico, o que facilita a integração com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).
Editais para o setor público e privado
Edital nº 2/2025 (Setor privado): credencia hospitais com ou sem fins lucrativos para prestar serviços de telessaúde ao SUS. Esses estabelecimentos poderão ser contratados por estados e municípios.
Edital nº 3/2025 (Setor público): voltado a Secretarias de Saúde, instituições públicas de ensino e pesquisa, e hospitais públicos. O prazo para envio de propostas vai até 6 de setembro.
Os novos núcleos deverão estar registrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e seguir protocolos nacionais. Os serviços incluem teleconsultas, teleconsultorias, teleinterconsultas e telemonitoramento, conforme a necessidade clínica e a preferência do paciente.
Catálogo Nacional e protocolos inéditos
Outra novidade é a criação do Catálogo Nacional de Telessaúde, que reunirá uma lista padronizada de serviços qualificados disponíveis para contratação por gestores locais. A medida busca nacionalizar e integrar a oferta de serviços, antes fragmentada entre estados e municípios.
Além disso, o país passará a contar, pela primeira vez, com protocolos unificados para telessaúde, definindo fluxos de atendimento, critérios de elegibilidade, condutas pré e pós-consulta e os equipamentos necessários.
A proposta é tornar a jornada do paciente mais ágil, resolutiva e humanizada, fortalecendo a integração entre atenção primária e especializada, e promovendo maior eficiência no cuidado, com apoio da tecnologia.


