Um menino de 8 anos, morador de Itaquiraí — cidade a cerca de 405 km de Campo Grande, Mato Grosso do Sul — está internado em estado grave após ser picado por um escorpião enquanto brincava. Ele foi transferido para um hospital em Dourados, onde permanece em coma e respirando com a ajuda de aparelhos. A prefeitura do município acompanha o caso, e a família tem pedido orações pela recuperação da criança nas redes sociais.
Este é o segundo caso grave envolvendo crianças e escorpiões no estado em menos de uma semana.
No domingo (3), Valentina Macedo, também de 8 anos, morreu após ser picada por um escorpião enquanto brincava com a irmã no quintal de casa, em Chapadão do Sul, a cerca de 300 km da Capital. A menina foi levada ao hospital da cidade, onde recebeu seis ampolas do soro antiescorpiônico em um intervalo de duas horas, segundo a secretária municipal de Saúde, Adriana Maura Tobal. “O protocolo foi seguido corretamente, tudinho dentro das normas. Não tivemos outros casos como esse no município”, afirmou. Valentina não tinha comorbidades.
Após a estabilização inicial, Valentina foi transferida em estado gravíssimo para Campo Grande, onde passou por reforço do antídoto com mais três ampolas. Segundo familiares, ela foi imediatamente intubada e internada na UTI do Hospital Regional, mas não resistiu.
Casos em alta: mais de 6 mil acidentes em um ano
De acordo com a CVSAT (Coordenadoria Estadual de Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica), entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025, foram registrados 6.101 acidentes causados por escorpiões em Mato Grosso do Sul. O Campo Grande News solicitou à Secretaria Estadual de Saúde (SES) informações atualizadas sobre a situação no estado, incluindo a lista de municípios que possuem o soro antiescorpiônico, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.
Como evitar acidentes com escorpiões
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Antes de vestir roupas, calçados ou usar toalhas, certifique-se de que não há escorpiões escondidos.
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Afaste camas e berços das paredes e evite que lençóis ou cobertores toquem o chão.
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Mantenha os ambientes limpos, sem acúmulo de entulhos ou restos de construção, que servem de abrigo ao animal.
Na Capital, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) realiza orientações e agendamentos para desinsetização. Em caso de suspeita de infestação, entre em contato pelos telefones:
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(67) 2020-1796
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(67) 2020-1802
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(67) 3313-5000 ou pelo WhatsApp: (67) 2020-1796
Fui picado, o que fazer?
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Lave o local da picada com água e sabão.
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Não faça torniquetes, não sugue o veneno e não aplique substâncias caseiras.
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Se possível, capture ou fotografe o escorpião para identificação da espécie.
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Procure uma unidade de saúde imediatamente. Em casos leves, a orientação é procurar uma UPA. Casos moderados ou graves requerem atendimento especializado e, possivelmente, administração do soro antiescorpiônico.


