As penitenciárias federais de Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO) são as que mais abrigam detentos entre as cinco unidades federais em operação no país, com 130 presos cada uma. Ao todo, o sistema conta com 549 internos distribuídos também em Brasília (76), Catanduvas (125) e Mossoró (88). Cada unidade possui capacidade para 208 presos.
Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação e fazem parte de um levantamento realizado entre os dias 25 e 27 de junho de 2025. O estudo revela ainda que Mato Grosso do Sul é o estado de origem de 40 presos custodiados no sistema federal.
Entre os detentos em Campo Grande estão nomes de peso do crime organizado, como Rogério Costa de Andrade e Silva, contraventor do Rio de Janeiro, e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, líder do Comando Vermelho (CV). Outro integrante do CV, Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, encontra-se na penitenciária de Catanduvas.
A maioria dos presos nas unidades federais já cumpre pena definitiva, e os principais crimes que motivaram as prisões são roubo, tráfico de drogas, latrocínio e organização criminosa. A transferência para o sistema penitenciário federal ocorre principalmente em casos de presos considerados de alta periculosidade, envolvidos em rebeliões ou fugas em cadeias estaduais.
As penitenciárias federais operam em regime de segurança máxima, com vigilância rigorosa e monitoramento constante, apresentando atualmente ocupação abaixo da capacidade, ao contrário das cadeias estaduais superlotadas.


