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há 1 ano

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Trânsito caótico na Avenida Marquês de Pombal leva moradores a improvisar rota por terreno baldio

Congestionamentos frequentes na região do condomínio Damha e no bairro Maria Aparecida Pedrossian fazem motoristas buscarem alternativas arriscadas para fugir do engarrafamento

Quem mora na região do condomínio Damha e bairro Maria Aparecida Pedrossian e precisa passar diariamente pelo cruzamento da Avenida Marquês de Pombal com a Avenida José Nogueira Vieira sabe o quanto o trânsito no local tem se tornado um verdadeiro pesadelo, especialmente nos horários de pico.

A principal reclamação dos motoristas e moradores é a rotatória existente no cruzamento, que, em vez de organizar o fluxo, acaba gerando um grande gargalo, sobretudo no período escolar, quando o movimento de veículos aumenta consideravelmente. No sentido bairro-centro, a Avenida Marquês de Pombal frequentemente fica congestionada, formando longas filas de carros e comprometendo a mobilidade na região.

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"O trânsito aqui é insuportável nesses horários. Parece que ninguém pensou no crescimento da cidade e na quantidade de veículos que passam por aqui todos os dias. Precisamos de uma solução urgente", reclama um morador que utiliza a via diariamente para se deslocar ao trabalho.

Pais de alunos que estudam em escolas próximas também relatam dificuldades para levar os filhos até as unidades de ensino, muitas vezes enfrentando atrasos devido ao engarrafamento constante. "Já cheguei atrasado várias vezes no trabalho porque fiquei preso nessa rotatória. Quando chove, então, é ainda pior", conta outro motorista.

Moradores improvisam rota alternativa por terreno baldio

Diante da falta de soluções para o trânsito na região, muitos moradores têm buscado alternativas para fugir do congestionamento. Uma das rotas mais utilizadas é a travessia por um terreno baldio que dá acesso à Rua dos Farmacêuticos, no bairro Arnaldo Figueiredo. A passagem improvisada virou uma opção comum para motoristas que querem escapar da lentidão no cruzamento.

No entanto, essa alternativa não oferece segurança para condutores e pedestres. O terreno é irregular, não possui iluminação adequada e, ocasionalmente, é frequentado por usuários de drogas, o que representa riscos, especialmente à noite. "Muita gente passa por ali, mas não é um caminho seguro. Isso mostra o quanto o trânsito aqui está complicado, a ponto de as pessoas preferirem cortar caminho por um terreno abandonado a enfrentar o congestionamento", afirma um morador.

Os moradores cobram das autoridades municipais uma solução definitiva para o problema, como a substituição da rotatória por semáforos inteligentes ou até mesmo a ampliação das vias. Segundo eles, a falta de planejamento viário tem impactado diretamente a qualidade de vida na região.

A equipe de reportagem tentou contato com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para questionar se há projetos em andamento para a melhoria da mobilidade no local, mas, até o fechamento desta matéria, não houve resposta.

Enquanto isso, motoristas e moradores seguem enfrentando diariamente o estresse e os transtornos causados pelo congestionamento, recorrendo até mesmo a caminhos improvisados para tentar escapar do caos no trânsito. A população pede urgência na solução do problema antes que a situação se torne ainda mais crítica. 

A equipe de reportagem do PixNews tentou contato com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para questionar se há projetos em andamento para a melhoria da mobilidade no local. Em resposta, a Agetran informou que o cruzamento das Avenidas Marquês de Pombal com a Avenida José Nogueira Vieira encontra-se devidamente sinalizado. Além disso, um estudo técnico da via já está agendado pela equipe de planejamento urbano para avaliar possíveis melhorias na fluidez do trânsito da região.

A Agetran ressaltou que não se responsabiliza por rotas alternativas utilizadas de forma irregular pelos motoristas. A agência alertou que o uso de vias não oficiais, como terrenos baldios, representa um risco significativo à segurança, tanto para os condutores quanto para os passageiros transportados. "Ao optar por esses caminhos, o motorista assume total responsabilidade por eventuais incidentes", informou o órgão.

Por fim, a Agetran reforçou a importância de respeitar a sinalização viária e utilizar apenas rotas regulamentadas, garantindo assim um trânsito mais seguro para todos.

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