Enquanto Flávio Bolsonaro (PL) intensificou a campanha presidencial com uma agenda de rua em Belo Horizonte nesta terça-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve compromissos institucionais após a visita ao Amapá, onde participou de uma agenda relacionada à exploração de petróleo na Margem Equatorial.
Flávio participou de uma caminhada e de um adesivaço no bairro Betânia, na Região Oeste de Belo Horizonte, ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira, do candidato ao governo de Minas Gerais Flávio Roscoe e de apoiadores. Durante o ato, o candidato apresentou propostas nas áreas de segurança pública, empreendedorismo e pautas conservadoras.
Entre as medidas defendidas por Flávio está a redução da maioridade penal para 14 anos. O candidato também afirmou que pretende adotar uma política mais rigorosa contra a criminalidade a partir de 2027.
Na área econômica, Flávio apresentou o programa “Minha Primeira Empresa”, voltado ao incentivo para que jovens abram o próprio negócio. Ele também defendeu medidas para ampliar a proteção às mulheres e mencionou a possibilidade de permitir que jovens obtenham a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) aos 16 anos.
Durante a agenda, o candidato também falou sobre a relação com o Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio afirmou que pretende manter uma relação institucional com a Corte caso seja eleito e defendeu indicações de ministros alinhados a posições contrárias ao aborto e às drogas e que, segundo ele, respeitem a Constituição.
Ao lado de Nikolas Ferreira, que defende o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, Flávio afirmou que pretende buscar diálogo com o Supremo e ter “paz para governar”.
Lula mantém compromissos internos
Lula, por sua vez, cumpriu uma agenda predominantemente institucional nesta terça-feira, com compromissos no Palácio do Alvorada. A programação ocorreu um dia depois da visita do presidente ao Amapá, onde esteve em um navio-sonda da Petrobras na região da Margem Equatorial.
Durante a visita, Lula celebrou a descoberta de petróleo e classificou o potencial energético da região como um possível “passaporte para o futuro”. O presidente também defendeu que o Brasil tenha autonomia para decidir sobre a exploração de seus recursos naturais.
A exploração de petróleo na Margem Equatorial, porém, é alvo de críticas de organizações ambientalistas, que apontam possíveis riscos para a região amazônica.
As agendas desta terça-feira mostram estratégias diferentes na disputa presidencial: enquanto Flávio Bolsonaro priorizou a mobilização de apoiadores e a apresentação de propostas em um ato público, Lula manteve compromissos institucionais após uma agenda voltada à exploração de recursos energéticos.

