A tentativa de fusão entre o União Brasil e o PP, visando criar uma grande força política, encontra resistência em Mato Grosso do Sul, onde as relações entre Rose Modesto, presidente estadual do União Brasil, e a prefeita Adriane Lopes (PP) são marcadas por um forte antagonismo.
Rose Modesto, que perdeu as eleições para a Prefeitura de Campo Grande em 2024 por uma diferença de 12.587 votos, vê a aproximação com o PP como inviável. Ela afirma que seria contraditório unir seu partido à sigla de Adriane Lopes, dado o clima de rivalidade acentuado durante a campanha. Desde a sua derrota, Rose tem criticado publicamente a gestão da prefeita, aprofundando o distanciamento entre os grupos.
Esse cenário tem dificultado o avanço da fusão, que é apoiada pela cúpula nacional do União Brasil, incluindo o presidente do partido, Antônio Rueda, e o secretário-geral, ACM Neto. A ideia da fusão, que reuniria o União Brasil, PP, Republicanos e PSDB, visava fortalecer a bancada no Congresso, mas a resistência local e as disputas internas nos estados têm gerado obstáculos para a concretização desse projeto.
Além de Mato Grosso do Sul, outras lideranças estaduais, incluindo do PP e do Republicanos, também demonstram hesitação em relação à fusão, devido às dificuldades em conciliar os interesses e projetos políticos das diferentes siglas.
Nacionalmente, as conversas sobre a fusão continuam, com novas negociações programadas para fevereiro. Entretanto, questões internas ainda precisam ser resolvidas, como a definição da postura do União Brasil nas eleições de 2026, que pode envolver tanto o apoio ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto uma candidatura de oposição.

