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Política

há 1 ano

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Representatividade feminina cresce nas Câmaras de MS, com destaque para três cidades

Com 21,3% das vagas ocupadas por mulheres, Mato Grosso do Sul ultrapassa a média nacional e vê um aumento na presença feminina em municípios como Caracol, Jateí e Porto Murtinho.

Em Mato Grosso do Sul, as mulheres alcançaram um importante marco nas eleições de 2024, ocupando 21,3% das vagas nas Câmaras Municipais, um total de 181 assentos de 849. Esse percentual supera a média nacional, que é de 18,2%, e representa um avanço significativo em relação aos 19% registrados há quatro anos. Apesar de progressos notáveis, ainda existem desafios, como municípios em que a presença feminina é mínima ou inexistente.

A grande novidade deste ano é que, pela primeira vez, as mulheres são maioria em três Câmaras Municipais. Nos municípios de Caracol, Jateí e Porto Murtinho, elas ocuparam cinco das nove vagas disponíveis, evidenciando um protagonismo crescente em diversas regiões do Estado.

No entanto, nem todos os municípios seguem essa tendência. Seis das 79 Câmaras empossadas em 2025 são compostas apenas por homens. Mesmo assim, o aumento na representatividade feminina é significativo, destacando-se o município de Sidrolândia, que, com seis vereadoras, lidera o ranking estadual, embora a maioria das vagas ainda seja ocupada por homens.

O impacto das mulheres nas eleições não se limita apenas à quantidade de vagas ocupadas nas Câmaras. O Estado também registrou um aumento na presença feminina nas prefeituras. Das 79 cidades, 13 terão mulheres na liderança do Executivo nos próximos quatro anos, o que corresponde a 16,4%, superando os 6,3% de 2020.

Entre as cidades que se destacaram pela representatividade feminina nas Câmaras, Caracol e Porto Murtinho se localizam na região sudoeste, uma área predominantemente rural e voltada para a pecuária, enquanto Jateí, que tem uma economia voltada para o agronegócio, representa o interior da região de Dourados.

Por outro lado, em municípios como Bela Vista, Corguinho e Guia Lopes da Laguna, apenas homens foram eleitos para a Câmara, e, curiosamente, em Douradina, uma mulher foi eleita prefeita, Nair Branti, com quase 54% dos votos, apesar da baixa representatividade feminina na Câmara.

Outros exemplos do crescimento da presença feminina incluem Aral Moreira, onde as três mulheres mais votadas nas eleições foram as primeiras colocadas na disputa para vereadora. Em Dourados, Isa Marcondes foi a mais votada para a Câmara, destacando-se entre todos os candidatos.

Apesar do avanço, o desempenho feminino nas maiores cidades do Estado ainda é modesto. Em Campo Grande, por exemplo, apenas duas das 29 vagas da Câmara foram ocupadas por mulheres, representando 6,9% do total, bem abaixo da média estadual de 21,3%.

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