O Progressistas (PP), partido da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, enfrenta o risco de perder espaço na Mesa Diretora da Câmara Municipal para o biênio 2025-2026. A candidatura de Beto Avelar, líder da prefeita no Legislativo, divide opiniões e enfrenta a ampla aliança liderada por Papy (PSDB), que reúne grande parte dos vereadores.
Com apenas quatro votos garantidos de sua bancada e possíveis apoios dos dois representantes do Avante, o grupo de Avelar está distante dos 23 votos já consolidados por Papy, que conta com apoio de partidos como PL, PT, União Brasil e Republicanos.
Cenário desfavorável
Nos bastidores, há preocupação dentro do PP com a insistência na candidatura de Avelar, uma vez que o partido pode acabar isolado na composição da Mesa Diretora. A estratégia de negociação, liderada por Lídio Lopes, marido da prefeita, incluiu propostas de cargos na administração municipal, mas tem encontrado resistência.
Por outro lado, o grupo de Papy adota um discurso de independência legislativa, sem demonstrar oposição direta ao Executivo. Esse posicionamento atrai parlamentares que preferem evitar conflitos com a gestão de Adriane, mas que desejam maior autonomia para o Legislativo.
Formação da Mesa sem o PP
A possível composição da Mesa Diretora, já articulada pelo grupo de Papy, contempla:
- Presidência: Papy (PSDB);
- Primeira-Secretaria: Carlão (PSB);
- Vice-Presidência: PL;
- Segunda-Vice ou Segunda-Secretaria: PT.
O PP, apesar de ser a segunda maior bancada da Casa, ficaria fora da liderança, o que representaria uma perda política significativa para o partido e a gestão de Adriane Lopes.
Impactos políticos
A possível derrota de Avelar traria desafios para a prefeita, que perderia um aliado estratégico na presidência da Câmara. Caso Papy vença, a relação entre Legislativo e Executivo será marcada por maior negociação, devido à diversidade de partidos que compõem a aliança liderada pelo PSDB.
Adriane Lopes, que inicia o segundo mandato em 2025, já enfrenta um cenário administrativo delicado, com necessidade de ajustes fiscais e reorganização de pessoal. Nesse contexto, manter aliados no comando do Legislativo seria fundamental para a estabilidade política de sua gestão.

