A eleição para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande promete ser acirrada. De um lado, o vereador Beto Avelar (PP), apoiado pela prefeita Adriane Lopes (PP), intensifica as articulações para consolidar sua candidatura. Do outro, o vereador Papy (PSDB) lidera uma ampla aliança que reúne diversas forças políticas locais.
Apesar de especulações recentes sobre um possível consenso em torno de Papy, que já conta com o apoio de 23 dos 29 vereadores, a candidatura de Avelar foi confirmada em uma reunião realizada na sede do Progressistas, com a presença de seis vereadores alinhados ao projeto. Segundo fontes, a articulação teve participação direta do deputado estadual Lídio Lopes, marido da prefeita, reforçando o peso político da movimentação.
Adriane Lopes, embora oficialmente declare apoio à viabilização de candidaturas do PP, não esconde sua preferência. “Meu aval foi dado para que os vereadores do partido trabalhem suas candidaturas, mas sem embates determinados”, afirmou por meio de sua assessoria.
Enquanto isso, Papy, que reúne o apoio de nomes influentes como o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o governador Eduardo Riedel, busca manter a unidade de um grupo que inclui partidos como PL, PT, PSB, União Brasil e Republicanos. Carlão (PSB), atual presidente da Câmara, desempenha papel crucial nessa articulação e deve ocupar a primeira secretaria em uma eventual gestão de Papy.
Em declarações recentes, Carlão enfatizou a necessidade de independência do Legislativo. Papy também defende sua candidatura como um projeto plural, em contraste com o que chama de “interesse político individual” de Avelar. “Seria ideal um consenso, mas, se não for possível, estamos prontos para disputar”, afirmou.
A definição do comando do Legislativo municipal ocorre em 1º de janeiro, e até lá, novos movimentos estratégicos devem marcar a corrida pelo biênio 2025-2026.

