O segundo turno das eleições em Campo Grande está marcado para este domingo, mas uma alta taxa de abstenção já preocupa analistas. A expectativa é que mais de 165 mil eleitores deixem de comparecer às urnas, superando os números do primeiro turno que foi de 64.799 eleitores campo-grandenses , o equivalente a 25,5% do total de votantes, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Esse índice pode impactar diretamente o resultado final, ainda mais em uma disputa acirrada onde cada voto faz diferença.
Especialistas ressaltam a importância da conscientização eleitoral, especialmente quando o número de ausências ameaça a representatividade da decisão popular. Uma participação reduzida não só enfraquece a legitimidade democrática, mas também deixa nas mãos de um grupo menor a escolha de quem governará a cidade nos próximos anos.
O Brasil possui um sistema de voto obrigatório, mas, apesar da multa para quem não vota, o valor de R$ 3,50 é simbólico e não tem sido suficiente para combater a abstenção. A prática no país sugere que, mesmo onde o voto é compulsório, a presença nas urnas pode ser baixa, principalmente em disputas menos motivadoras.
Além disso, o processo de votação será mais rápido neste segundo turno, já que os eleitores têm apenas duas opções. Esse fator reduz a espera e facilita a participação, uma oportunidade para os indecisos e os que pensaram em não votar reconsiderarem sua decisão.

