O candidato Pablo Marçal (PRTB), que obteve 28,14% dos votos na disputa pela Prefeitura de São Paulo e ficou em terceiro lugar, afirmou que seu apoio no segundo turno dependerá da aceitação de algumas de suas propostas pelo candidato Ricardo Nunes (MDB). Marçal destacou que sua campanha foi marcada pela ausência de recursos públicos, padrinhos políticos e tempo de TV, mas que, ainda assim, alcançou um resultado expressivo.
Em coletiva realizada na noite deste domingo (6), Marçal refletiu sobre a experiência de sua candidatura, mencionando que amadureceu ao longo do processo e que seu comportamento será diferente em futuras eleições. "Aprendi muita coisa nesta campanha, e, com certeza, numa próxima eleição, eu vou ter um comportamento completamente diferente", afirmou. Ele também agradeceu aos eleitores, dizendo que, apesar de não ter avançado ao segundo turno, eles foram parte de uma campanha inovadora e determinada.
Quanto ao possível apoio a Nunes, Marçal deixou claro que sua decisão estará condicionada à incorporação de suas propostas pelo candidato do MDB. "Espero que o Ricardo leve em consideração algumas das nossas propostas, afinal de contas, o meu eleitorado é expressivo e precisa ser respeitado."
Marçal também comentou sobre a polêmica envolvendo a divulgação de um laudo falso contra Guilherme Boulos (PSOL), ocorrida na reta final da campanha. Ele negou ter conhecimento prévio da falsidade do documento e pediu investigações rigorosas. Além disso, voltou a mencionar o incidente com o apresentador José Luiz Datena, que o agrediu durante um debate, pedindo que a justiça seja igualmente aplicada nesse caso.
Apesar de ficar fora do segundo turno, Pablo Marçal celebrou o resultado da sua campanha, que conseguiu angariar 28,14% dos votos, o equivalente a cerca de 1,7 milhão de eleitores. Para ele, foi um desempenho extraordinário, principalmente considerando que sua candidatura começou tarde, em maio de 2024, com apenas 5% das intenções de voto.

