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Polícia

há 19 horas

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Operação mira esquema de venda de perfumes árabes com participação de influencers

Investigação aponta movimentação de mais de R$ 300 milhões, uso de influencers na divulgação e importação clandestina de perfumes do Paraguai

Mais de R$ 300 milhões teriam sido movimentados em contas relacionadas aos investigados, segundo as apurações.

 A investigação também aponta a participação de influencers na divulgação dos perfumes árabes vendidos pelo grupo.

A Operação Perfume de Mulher foi deflagrada nesta terça-feira (22) pelo MPF (Ministério Público Federal), MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e Receita Federal.

A ação busca desarticular um esquema de importação clandestina de perfumes do Paraguai para distribuição no Brasil. A Justiça Federal autorizou 16 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco, além da apreensão de até R$ 100 milhões em bens e valores.

De acordo com a investigação, os perfumes, principalmente de marcas da chamada perfumaria árabe, entravam irregularmente no Brasil pela região de fronteira de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. As mercadorias eram armazenadas em depósitos clandestinos, inicialmente em Campo Grande, e depois também em centros de distribuição em São Paulo e Pernambuco.

A venda era feita principalmente por redes sociais, marketplaces e plataformas de comércio eletrônico. Segundo os investigadores, influencers também eram utilizados para impulsionar a divulgação dos produtos.

Em um dos sites ligados ao grupo, os investigados se apresentavam como uma das principais referências em perfumaria árabe no Brasil e mantinham uma rede de revendedores.

 

As apurações apontam ainda indícios de uso de notas fiscais fraudulentas e declarações de conteúdo falsas, além de diversas empresas para dar aparência de legalidade às operações comerciais.

Também foram identificados indícios de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada, utilização de “laranjas”, ocultação de patrimônio e movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados.

A investigação aponta ainda o uso de criptoativos em negociações com fornecedores no exterior.

As apurações começaram a partir de apreensões realizadas entre 2024 e 2026. Nesse período, mais de 20 apreensões teriam sido relacionadas à organização.

 Em outubro de 2025, uma ação resultou na retenção de aproximadamente R$ 10 milhões em perfumes importados irregularmente.

A operação desta terça-feira reúne 50 servidores da Receita Federal, 50 integrantes do MPF e 30 do MPMS. Segundo os órgãos, é a primeira operação com participação simultânea do Gaeco do MPF, Gaeco do MPMS e Receita Federal.

A investigação apura possíveis crimes de descaminho, evasão de divisas e lavagem de capitais. Os órgãos informaram que as medidas administrativas, fiscais e criminais devem continuar após a análise do material apreendido.

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