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OPERAÇÃO

há 19 horas

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Do ‘crediário próprio’ à agiotagem: Fio do Bigode brincava de ser preso e virou alvo da PF

Operação Nexum investiga esquema de eletrônicos do Paraguai, empréstimos informais e cobranças mediante ameaças em Campo Grande; Justiça determinou bloqueio de até R$ 10 milhões

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (9), em Campo Grande, a Operação Nexum, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar na entrada irregular de produtos eletrônicos vindos do Paraguai, comercialização informal de mercadorias e cobrança de dívidas mediante grave ameaça.

Entre os investigados está Victor Baptista Borges Neto, conhecido nas redes sociais como Fio do Bigode. Ele divulgava a venda de eletrônicos e oferecia aos clientes um chamado “crediário próprio”, com possibilidade de pagamentos parcelados.

Nas redes sociais, Victor também costumava fazer brincadeiras relacionadas ao próprio negócio. Em uma das publicações, chegou a encenar uma prisão e brincar que teria sido detido por causa do estoque de iPhones.

Nesta quarta-feira, a prisão deixou o campo da brincadeira. Victor foi alvo de mandado de prisão preventiva no âmbito da Operação Nexum.

Empréstimos e ameaças são investigados

Segundo a Polícia Federal, os investigados divulgavam produtos nas redes sociais e realizavam cobranças mediante ameaças.

A investigação também identificou indícios de empréstimos informais, além de possíveis crimes de extorsão, tráfico de drogas, posse e porte irregular de armas de fogo e lavagem de dinheiro.

A suspeita envolvendo empréstimos informais coloca também a possível prática de agiotagem entre os pontos investigados na operação.

A ação conta com apoio da Receita Federal.

Justiça bloqueia até R$ 10 milhões

A Operação Nexum cumpre 12 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, todos em Campo Grande. As ordens foram expedidas pela 5ª Vara Federal da Capital.

Um terceiro investigado foi submetido a medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de acessar a região de fronteira e de manter contato com os demais envolvidos.

A Justiça também determinou a indisponibilidade de imóveis e o bloqueio de ativos financeiros de pessoas e empresas ligadas ao grupo no valor de até R$ 10 milhões.

Quatro veículos tiveram o sequestro determinado e três empresas apontadas como utilizadas pelo grupo tiveram as atividades suspensas.

As investigações continuam para identificar a extensão do esquema e a eventual participação de cada um dos envolvidos.

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