Terça, 28 Julho 2026

Anuncie aqui

Campo Grande

25°

Dólar Americano

Carregando...

-

Terça, 28 Julho 2026

Polícia

há 2 anos

A+ A-

Ação conjunta da PF de MS e PR intensifica combate ao tráfico internacional de armas

A investigação faz parte da segunda fase da Operação "Almacén de Armasdes

Na segunda fase da Operação "Almacén de Armas", realizada pela Polícia Federal, foi cumprido um conjunto de mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (27) em um município do interior do Paraná. Essa ação foi resultado de uma colaboração entre agentes dos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná, que trocaram informações de inteligência para combater uma organização criminosa envolvida no tráfico internacional de armas. O mandado de busca e apreensão no Paraná foi expedido pela Justiça Federal de Umuarama e executado na cidade de Palotina.

A operação teve início em agosto de 2023, quando as autoridades de inteligência identificaram a atuação criminosa da organização. Na primeira fase da operação, que ocorreu em Dourados, Mato Grosso do Sul, foram cumpridos mandados nas cidades de Umuarama e Palotina, ambas no Paraná. O caso veio à tona após a prisão em flagrante de indivíduos durante a Operação "Agropoison" realizada em julho de 2022.

A investigação apontou a existência de uma organização criminosa envolvida em um intenso e contínuo fluxo de tráfico internacional de armas para abastecimento de terceiros e outras organizações criminosas. Além disso, essa organização também atuava no contrabando de agrotóxicos entre o Brasil e o Paraguai.

Durante a "Agropoison", foram lavrados dois flagrantes, um em Dourados e outro em Sinop, no Mato Grosso. Estima-se que a organização criminosa tenha movimentado valores superiores a R$ 2 milhões apenas durante o período de investigação.

Nesta segunda fase da operação, sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária foram cumpridos contra os líderes da organização criminosa. Todos esses mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Dourados. Além disso, houve o bloqueio patrimonial de todos os bens imóveis e veículos relacionados aos envolvidos, bem como o bloqueio das contas bancárias das pessoas físicas e jurídicas identificadas no esquema.

Os flagrantes realizados durante a operação estão relacionados à fabricação e alteração de armas de fogo, além da posse de munição por parte de um dos indivíduos envolvidos. Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa e contrabando, cujas penas somadas podem chegar a 13 anos de reclusão. A colaboração entre a Polícia Federal dos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná foi essencial para desarticular essa ação criminosa de abrangência internacional.

Veja também