Na segunda fase da Operação "Almacén de Armas", realizada pela Polícia Federal, foi cumprido um conjunto de mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (27) em um município do interior do Paraná. Essa ação foi resultado de uma colaboração entre agentes dos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná, que trocaram informações de inteligência para combater uma organização criminosa envolvida no tráfico internacional de armas. O mandado de busca e apreensão no Paraná foi expedido pela Justiça Federal de Umuarama e executado na cidade de Palotina.
A operação teve início em agosto de 2023, quando as autoridades de inteligência identificaram a atuação criminosa da organização. Na primeira fase da operação, que ocorreu em Dourados, Mato Grosso do Sul, foram cumpridos mandados nas cidades de Umuarama e Palotina, ambas no Paraná. O caso veio à tona após a prisão em flagrante de indivíduos durante a Operação "Agropoison" realizada em julho de 2022.
A investigação apontou a existência de uma organização criminosa envolvida em um intenso e contínuo fluxo de tráfico internacional de armas para abastecimento de terceiros e outras organizações criminosas. Além disso, essa organização também atuava no contrabando de agrotóxicos entre o Brasil e o Paraguai.
Durante a "Agropoison", foram lavrados dois flagrantes, um em Dourados e outro em Sinop, no Mato Grosso. Estima-se que a organização criminosa tenha movimentado valores superiores a R$ 2 milhões apenas durante o período de investigação.
Nesta segunda fase da operação, sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária foram cumpridos contra os líderes da organização criminosa. Todos esses mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Dourados. Além disso, houve o bloqueio patrimonial de todos os bens imóveis e veículos relacionados aos envolvidos, bem como o bloqueio das contas bancárias das pessoas físicas e jurídicas identificadas no esquema.
Os flagrantes realizados durante a operação estão relacionados à fabricação e alteração de armas de fogo, além da posse de munição por parte de um dos indivíduos envolvidos. Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa e contrabando, cujas penas somadas podem chegar a 13 anos de reclusão. A colaboração entre a Polícia Federal dos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná foi essencial para desarticular essa ação criminosa de abrangência internacional.

